Como dérbi é dérbi, tudo pode acontecer

Jogo será nesta quarta-feira, 21h, no Estádio Moisés Lucarelli

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Difícil dimensionar o real interesse do dérbi campineiro com portões fechados, como o programado para as 21h desta quarta-feira no Estádio Moisés Lucarelli, válido pela penúltima rodada da fase classificatória do Paulistão.

Devido à pandemia, com contatos pessoais restritos entre desportistas, o termômetro básico tem sido as redes sociais.

Aí, a constatação é que até manifestações de fanáticos foram trocadas pelo silêncio, exceto aqueles briguentos de sempre de torcidas organizadas, que mais uma vez partiram para desafio na Avenida Ayrton Senna.

Andrigo: esperança do Guarani
Andrigo: esperança do Guarani
Daqueles que se manifestam, observa-se mais confiança entre bugrinos, pelo fato de a equipe atravessar melhor momento.

Talvez seja uma das raras vezes em que pontepretanos estão bem desconfiados, descontentes pela montagem de elenco limitadíssimo e dirigido por treinador inexperiente, como Fábio Moreno.

ÉDSON ABOBRÃO

Todavia, quem se atreve a destinar favoritismo a quaisquer dos lados em dérbi campineiro corre risco de quebrar a cara.

O exemplo mais claro foi registrado em 1983, no Estádio Brinco de Ouro.

Com 30 segundo de jogo, na primeira arrancada do então meia bugrino Neto pelo lado esquerdo, o lateral-direito Édson Abobrão, da Ponte Preta, chegou arrepiando no adversário.

Bateu pra valer no tornozelo, na tentativa de intimidá-lo, projetando no máximo advertência verbal, como de praxe na época, em início de partidas.

Mas se equivocou.

O então árbitro Almir Ricci Peixoto Laguna mostrou-lhe cartão vermelho, e a Ponte jogou praticamente toda partida com um homem a menos.

E o que aconteceu?

Aos seis minutos do primeiro, em escanteio no gol dos portões principais do estádio, o zagueiro Osmar Guarnelli marcou de cabeça e a Ponte sustentou a vitória por 1 a 0, apesar da intensa pressão do Guarani.

Depois dessa experiência, como conjecturar isso ou aquilo?

ANDRIGO E MOISÉS

De certo cada treinador terá preocupação para anular a principal peça do adversário.

Projeta-se marcação mais dura no meia Andrigo, do Guarani, articulador das principais jogadas da equipe.

A fase animadora do atacante pontepretano Moisés recomenda que seja rigorosamente vigiado.

Logo, não seria de se estranhar se o treinador bugrino Allan Aal optar pela escalação do lateral-direito Éder Sciola, com características de marcação, no lugar de Pablo, com estilo mais ofensivo.

Lembrete: se minguaram as chances de classificação da Ponte Preta às quartas-de-final do Paulistão, ao Guarani basta uma vitória no dérbi para garantir vaga.

OUTRAS COLUNAS

Estão atualizadas as colunas Memórias do Futebol e Cadê Você.

Já que o futebol é incrementado por metáforas, nada mais lógico de que enumerá-las em postagem. Sobre elas e lembranças de ponteiros que iam ao fundo de campo como Nei, ex-Palmeiras, as postagens estão no áudio Memórias do Futebol.

Em Cadê Você, reprodução de áudio que produzi para a Rádio Brasil Campinas sobre o saudoso segurança da Ponte Preta Dionísio Maurício, o Brandão.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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