Bragantino já não é aquele, mas Guarani não soube aproveitar

Que fique claro que o Bragantino de hoje já não tem aquela configuração dos tempos de Antonio Carlos Zago, na temporada passada

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

No jargão popular do futebol pode-se dizer que 'o Guarani caiu de pé' na derrota para o Bragantino por 1 a 0, na noite desta terça-feira, na Arena Barueri, na final do Troféu do Interior do Campeonato Paulista.

Não confundam alhos com bugalhos. O Guarani foi um time competitivo, teve apetite ofensivo sim, mas nada a ver de ter feito uma grande partida como disseram por aí.

Que fique claro que o Bragantino de hoje já não tem aquela configuração dos tempos do treinador Antonio Carlos Zago, na temporada passada.

À época, claro estava uma padronização tática bem delineada, sem excesso de erros de passes.

Havia discernimento para se escalar os melhores em campo, coisa por hora desmontada.

CLAUDINHO

Felipe Conceição, atual comandante, relegou o meia Claudinho, e com isso conseguiu desmotivá-lo quando lhe dá chance de entrar no transcorrer de partidas.

Contra o Guarani, Conceição cometeu insensatez de sequer escalar o também meia Vitinho, que anteriormente havia ganhado a posição de Claudinho.

Deixar o centroavante Ytalo na reserva para escalar Alerrandro foi contrariar a lógica.

E mais: montou suposta linha de proteção na cabeça da área em que só Ryller desarma, já que Weverton não acrescentou e Matheus Jesus só aparece com bola nos pés.

Além disso, a postura fixa em campo dos atacantes de beirada Artur e Morato facilita o trabalhado de marcação dos adversários, quando em outra ocasião os atletas, nestas funções, flutuavam.

LIBERDADE AO GUARANI

Neste cenário, o Guarani teve liberdade para trabalhar a bola no meio de campo, e soube conduzi-la até as proximidades da área adversária.

Reflexo disso que até teve oportunidade de gol, quando o meia Lucas Crispim entrou na área e chutou bola na trave.

Afora isso, viu-se volume de jogo e posse de bola do time bugrino, porém pouca praticidade para terminar jogadas.

Pelo menos desta vez os laterais Pablo e Bidu já não ficaram presos à marcação como em partidas anteriores, e propiciaram transições ao ataque.

BRUNO SÁVIO

O treinador Thiago Carpini já não foi teimoso em insistir com o volante Eduardo Person, e buscou opção mais ofensiva com o atacante Bruno Sávio, embora ele tenha ratificado costumeira limitação, apesar da disposição.

Assim, embora tivesse mais posse de bola durante o primeiro tempo, o Guarani sofreu gol em desdobramento de jogada de bola parada, aos 31 minutos.

Deixaram o baixinho Bidu com incumbência de disputar jogada por cima com o zagueiro Léo Ortiz, e aí a cabeçada do jogador do Bragantino teve endereço: 1 a 0.

DEIVID EXPULSO

Como o Guarani perseguia o gol de empate, seu sistema defensivo ficava desguarnecido.

Por isso, na tentativa de brecar contra-ataque do Bragantino, o volante Deivid praticou falta dura e foi expulso aos 20 minutos, pois já havia recebido cartão amarelo.

Para recompor o setor, Carpini recuou Lucas Crispim e o Guarani continuou insistindo no ataque, apesar do risco ao ceder contra-ataques ao adversário.

Por sorte dos bugrinos, o time de Bragança Paulista não soube explorá-los, quando tentava se reorganizar ofensivamente.

Por volta dos 35 muitos, Felipe Conceição imaginou que as entradas de Vitinho e Claudinho serviriam para administração da vantagem.

Foi o tempo do zagueiro bugrino Bruno Silva travar chute com endereço do gol de Vitinho, e posteriormente Todinho desperdiçou chance de empate em chute na direção do goleiro Cleiton, que praticou a defesa.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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