Fala de suspeito tem divergência no 'Caso Daniel'; Ameaça à testemunha é investigada

A testemunha disse que a família orientou o que seria dito no depoimento e que Edison saberia se ela falasse algo diferente

por Agência Futebol Interior

Curitiba, PR, 02 (AFI) - A Polícia Civil do Paraná segue investigando a morte do jogador Daniel, de 24 anos. Edison Brittes Júnior, suspeito de matar o ex-atleta do São Paulo, prestou depoimento, mas divergiu em alguns pontos com as falas de uma testemunha. Além disso, a polícia ainda investiga se a família do suspeito tentou convencer testemunhas sobre o que deveriam falar nos depoimentos.

DIVERGÊNCIAS

A primeira divergência é em relação à roupa de Cristiana Brittes, esposa do suspeito. Edison Júnior afirmou que ela estava com um pijama, enquanto a polícia apurou em foto no celular de Daniel, que Cristiana estava com o mesmo vestido da festa.

Fala de suspeito tem divergência no 'Caso Daniel'; Ameaça à testemunha é investigada
Fala de suspeito tem divergência no 'Caso Daniel'; Ameaça à testemunha é investigada

Edison ainda afirmou que ouviu gritos de socorro de sua esposa após 40 minutos da chegada na festa. Segundo uma das testemunhas, os gritos só começaram após Edison ir para dentro da casa.

O suspeito disse que matou Daniel com uma faca que estava no carro junto com outras ferramentas. Segundo ele, não havia nada premeditado e pegou o que achou no porta-malas. Mais uma vez a testemunha divergiu, afirmando que Edison pegou uma faca na cozinha.

POLÍCIA INVESTIGA AMEAÇA À TESTEMUNHA

Agravando ainda mais a situação, a testemunha afirmou que foi chamada por Allana junto com seus pais em um shopping. A testemunha disse que a família orientou o que seria dito no depoimento e que Edison afirmou que se alguém falasse algo, ele saberia. A testemunha entendeu a fala como ameaça e a polícia investiga a suspeita.

 
 
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