Copa 2014: Jogadores correm riscos de danos cerebrais com altas temperaturas

Serão discutidas mudanças de horário devido ao forte calor brasileiro para o período de realização do evento

por Clodoaldo Dechichi

Pela primeira vez, desde que foi anunciado o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, a FIFA (Federation International Football Association) admite rever os jogos programados das 13 horas nas dez das doze cidades-sedes brasileiras.

Campinas, SP, 26 (AFI) - Pela primeira vez, desde que foi anunciado o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, a FIFA (Federation International Football Association) admite rever os jogos programados das 13 horas nas dez das doze cidades-sedes brasileiras. Serão discutidas mudanças de horário devido ao forte calor brasileiro para o período de realização, principalmente nas cidades-sedes das regiões Norte e Nordeste.

A partida de abertura será disputada no dia 12 de junho às 17 horas em São Paulo. Os demais encontros da 1ª fase serão realizados às 13 h, 16 h, 17 h, 18 h, 19 h e 21 h. As partidas das oitavas e das quartas de final acontecerão às 13 h e 17 h, enquanto as semifinais às 17 h e a final (13 de julho de 2014) serão às 16 horas no Maracanã – Rio de Janeiro. Todos os horários são locais.

O alerta surgiu diante do intenso calor verificado nas cidades-sedes do Nordeste no mês de junho e julho de 2013, durante a Copa das Confederações, o que afetou o rendimento físico dos jogadores nos jogos.

A discussão é para a possibilidade de alterar o horário das partidas já programadas no período mais quente do dia. A reunião envolverá os Comitês Organizador e Executivo da FIFA, em reunião que acontecerá no dia 3 de dezembro, terça-feira, na Costa do Sauípe, litoral norte do estado da Bahia.

Tudo isto devido às infinitas solicitações enviadas à entidade máxima do futebol, principalmente de países europeus, destacando-se Espanha e Itália. Os jogadores das seleções do “velho mundo” são os que mais devem sentir as temperaturas elevadas, com maiores dificuldades de adaptação ao calor extremo.

As solicitações ganham reforços do sindicato mundial 37 e do sindicato brasileiro de jogadores. A preocupação é quanto à integridade física dos atletas. O assunto será discutido antes do sorteio oficial dos grupos, marcado para 06 de dezembro de 2013.

Os jogos das 13 horas representam 37,5% do total das partidas da Copa de 2014. Todavia, Manaus (AM) e Cuiabá (MT), cidades que se caracterizam por temperaturas muito altas por todo o ano, não terão jogos programados neste horário.

A FIFA está preocupada principalmente com o calor das cidades de Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA). Temperaturas próximas ou acima dos 30°C, associadas aos ambientes com umidade relativa do ar elevada, podem agravar ainda mais o risco à integridade física dos atletas, principalmente aos jogadores europeus não adaptados a este tipo de ambiente térmico (“estresse térmico”).

Os árbitros durante os jogos da Copa do Mundo provavelmente serão orientados a paralisar as partidas em dias quentes, 2 ou 3 vezes, para os atletas poderem se hidratar e tentar minimizar a queda de rendimento físico e extremo desgaste físico.

O tempo muito curto para mudanças da programação dos jogos da Copa, o número muito grande de ingressos já vendidos (cerca de mais de um milhão), a exigência dos patrocinadores e os fatores econômicos envolvidos podem atrapalhar qualquer alteração da programação dos horários dos jogos.

Os jogos das 13 horas atendem à demanda da televisão para o exterior, especificamente nas transmissões para a Europa, alcançando maior número de expectadores nas transmissões.

As partidas de futebol no horário do almoço de um país sede da Copa do Mundo é um dos momentos em que as emissoras alcançam maior público nos países que recebem as transmissões televisivas, um procedimento muito rotineiro no mundo desportivo.


Temperaturas das cidades sedes

Em 2013, cinco cidades das dez cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014 (Cuiabá-MT; Fortaleza-CE; Manaus-AM; Natal-RN; Recife-PE) registraram temperaturas médias bem próximas e acima de 30°C no mês de junho 5, conforme destaque abaixo:

Belo Horizonte (6 jogos): 25°C

Brasília (7 jogos): 25,2°C

Cuiabá (4 jogos): 30,7°C

Curitiba (4 jogos): 19°C

Fortaleza (6 jogos): 29,3°C

Manaus (4 jogos): 31°C

Natal (4 jogos): 29°C

Porto Alegre (5 jogos): 19,4°C

Recife (5 jogos): 28,8°C

Rio de Janeiro (7 jogos): 25,2°C

Salvador (6 jogos): 26,5°C

São Paulo (6 jogos): 21,8°C

Em 2012, sete cidades-sedes (Belo Horizonte-MG, Brasília-DF, Natal-RN, Porto Alegre-RS; Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ e Salvador-BA) atingiram temperaturas máximas próximas ou acima dos 30°C 6, elencadas abaixo:

Belo Horizonte: 34ºC

Brasília: 34ºC

Curitiba: 26º

Fortaleza: 29ºC

Natal: 36ºC

Porto Alegre: 29ºC

Recife: 31ºC

Rio de Janeiro: 33ºC

Salvador: 31ºC

São Paulo: 27ºC

As elevadas temperaturas devem forçar as seleções que disputarem os jogos da Copa no Brasil, a terem uma preocupação redobrada com a hidratação dos atletas durantes as partidas. Temperaturas altas afetam o desempenho do atleta. As equipes devem se preocupar em fazer aclimatação adequada visando a se adaptarem ao calor, principalmente aqueles países que não têm média de temperatura anual bem perto das cidades brasileiras da região centro-sul, norte e nordeste. Durante os jogos a hidratação deve ser constante7.

Alterações fisiológicas devido as altas temperaturas
O atleta do futebol percorre aproximadamente 12 km em uma partida de 90 minutos. Devido ao impacto térmico que as competições proporcionam e também ao risco de se afetar a integridade física, bem como a ocorrência da queda brusca de rendimento dos jogadores numa condição de calor extenuante, um protocolo foi desenvolvido pelo conceituado fisiologista brasileiro, Turíbio Leite de Barros7, com o objetivo de mensurar a temperatura corporal dos atletas profissionais voluntários em jogos nas capitais-sedes do Mundial, no mesmo horário determinado pela FIFA, entre junho e julho de 2013.

A temperatura corporal central foi mensurada por um sistema de telemetria, com o uso de uma cápsula dotada de um termistor (semicondutor sensível à temperatura), deglutida pelo atleta algumas horas antes da determinação Assim pode-se mensurar a temperatura dos atletas durante um jogo com características de mesma exigência que o jogo oficial. Com isto pode-se avaliar a necessidade de intervenções importantes como, no mínimo, as paradas técnicas para hidratação 7.

A pesquisa indica grande preocupação à integridade física dos atletas. Podem ocorrer vômitos e desmaios. A preocupação é ainda maior quanto às ocorrências de confusão mental, lesões e danos cerebrais e mal súbito por hipertermia 7.

O mal súbito pode ser definido como qualquer ocorrência repentina da perda da estabilidade hemodinâmica e/ou neurológica de um indivíduo.

Hipertermia é a manifestação mais grave das síndromes induzidas por calor. Caracteriza-se por um aumento drástico na temperatura corporal central acima de 40°C, acarretando danos aos tecidos corporais e o comprometimento de múltiplos órgãos. Está associada a uma resposta em fase aguda exagerada frente a um aumento de temperatura somada a uma alteração na expressão gênica das proteínas de choque térmico 8,9.

A hipertermia induzida por esforço físico afeta os atletas do futebol devido a um aumento na temperatura interna pela atividade prolongada da musculatura, somada a temperatura ambiente e umidade elevadas 8,10,11, afetando também os genes que regulam a atividades das citocinas, proteínas de coagulação e uma série de outras proteínas envolvidas no processo de adaptação ao calor 8,9,10.

Numa condição em que a temperatura externa (ambiente) supera a temperatura da pele, o corpo começa a absorver o calor do ambiente e passa a depender totalmente da evaporação da transpiração para eliminar o calor 12. Um ambiente de calor, associado a um percentual de umidade relativa do ar elevado compromete o gradiente favorável de evaporação. Desta forma, os fatores que influenciam para síndromes induzidas por calor incluem a temperatura ambiente, a umidade relativa do ar (quantidade de vapor d’água no ar), movimento do ar e a quantidade de calor radiante vindo do sol e de outras fontes 8,13,14.

Atletas fisicamente ativos que não realizam um período adequado de aclimatação aumentam o risco de desenvolverem síndromes induzidas por calor 8,15.

Um dos principais elementos responsáveis pela aclimatação ao calor é a sudorese, o que torna possível um “esfriamento” mais eficaz da pele através da perda de calor por evaporação. Este mecanismo irá interferir em uma redução maior da temperatura cutânea, fazendo assim com que o sangue que perfunde a pele se “resfrie” em maior proporção 16,17.

O mecanismo principal num processo de aclimatação à hipertermia (resposta em fase aguda) é uma reação coordenada que envolve células endoteliais, leucócitos e células epiteliais que atuam na proteção dos tecidos corporais, bem como no reparo de um dano que eventualmente ocorra 8,9,10. As interleucinas mediam a resposta inflamatória sistêmica. A etapa seguinte envolve a produção de proteínas de choque térmico, resistentes ao calor, controlada pela transição do gene no DNA cromossomo. Acumulam-se no cérebro promovendo um estado transitório de tolerância ao estresse térmico, protegendo o corpo da hipertermia 8,9,10.

Durante o exercício extenuante ou em situação de hipertermia, o fluxo sanguíneo é desviado da circulação mesentérica para os músculos ativos e para a pele, ocasionando uma isquemia intestinal. A permeabilidade intestinal é aumentada em atletas em intensidades superiores a 80% do VO2máx) 8,18.

Insuficiência renal aguda e alterações cardiovasculares importantes ocorrem na hipertermia. Arritmias bem como hipotensão, produto da transferência do sangue da circulação central para os tecidos periféricos na tentativa de eliminar calor, são verificados 8,19,20,21.

A temperatura ambiente exerce papel preponderante na produção e evaporação do suor. O ritmo de transpiração aumenta diretamente com a temperatura ambiente, diminui-se a perda de calor por radiação e por convecção, incrementando-se a evaporação 16,22.

A umidade representa um segundo elemento de condição ambiental, interferindo decisivamente na velocidade de formação e evaporação do suor. Quanto maior for a umidade relativa do ar, maior será a dificuldade de evaporação do suor produzido. Em condições climáticas com baixa umidade relativa do ar o suor produzido pelo atleta do futebol evapora-se facilmente, resultando no maior equilíbrio da temperatura corporal.

Em locais com umidade relativa do ar inferior a 15% é possível encontrar sinais como secura nos lábios, boca e nariz, resultante do ressecamento das membranas mucosas. A umidade relativa do ar ideal para a prática esportiva deve estar entre 30% e 40% 16,23.

A velocidade de deslocamento do ar constitui o terceiro elemento das condições ambientais que pode interferir na velocidade de produção e evaporação do suor. O movimento do ar poderá impor uma carga térmica maior fazendo com que a pele absorva mais calor através da convecção 16,17. Todavia, a importancia do vento estaria mais associada à umidade relativa do ar: se a umidade do ambiente estiver baixa, o vento atuará como importante fator no “esfriamento corporal”, modificando a sensação térmica da pele 16,23.


Alterações neurológicas devido às altas temperaturas

O sistema nervoso central mostra-se muito sensível ao calor, notadamente o cerebelo (parte do encéfalo responsável pela manutenção do equilíbrio, pelo controle do tônus muscular, pelo controle dos movimentos voluntários e pela aprendizagem motora 8,19.

As alterações neurológicas provocadas pela hipertermia ocorrem em função do tempo da atividade exposta ao calor extenuante, incluindo desde delírios, letargia (perda temporária da sensibilidade e do movimento), desmaios, vômitos, perda da consciência, confusão mental, danos cerebrais, coma 8,24. Os danos neurológicos são provocados por transtornos metabólitos, edema ou isquemia cerebral 8,25.

Parece que o reconhecimento dos fatores de risco associados à hipertermia não faz parte da rotina dos atletas e treinadores, bem como organizadores dos eventos do futebol 8,26,27. Um dos fatores de risco é a desidratação, devido à transpiração excessiva e a ingestão inadequada ou insuficiente de líquidos, perda de fluídos 8,27,28,29. Os sinais mais comuns da desidratação são: sede, cansaço, fadiga, cãibras, apatia, tonturas, cefaléia, vômitos, náuseas, queda de desempenho, dispnéia (falta de ar, desconforto para respirar, respiração incompleta).

A não reposição de líquidos perdidos durante uma sessão de exercícios ou jogo aumenta o risco de desenvolvimento de síndromes induzidas por calor em sessões ou jogos posteriores 8,30.

Em pouco tempo de exercício árduo no calor, a perda de água, ou desidratação, pode alcançar proporções de que impeçam a dissipação de calor e comprometam profundamente a função cardiovascular e a capacidade de trabalho. Para uma pessoa aclimatada, a perda de água pela sudorese pode alcançar um máximo de 3 litros por hora durante um trabalho intenso e uma média de quase 12 litros diários. Perdas líquidas superiores a 5 litros durante a competição representam a perda de 6% a 10% do peso corporal.

Déficits da água corporal de apenas 1,5 litro são tolerados pelos atletas sem qualquer resposta fisiológica anormal. Todavia, uma perda líquida equivalente a apenas 1% do peso corporal está associada com um aumento significativo na temperatura retal em comparação com o mesmo exercício realizada com hidratação normal.

Quando a perda de água alcança 4% a 5% do peso corporal, observa-se um distúrbio nítido na capacidade de realizar trabalho físico e na função fisiológica.

O ar estando seco, como o de Brasília para o período de realização da Copa do Mundo, predispõe, além do que já foi dito, à problemas respiratórios. Líquidos devem ser oferecidos freqüentemente e os exercícios físicos limitados.

Em geral, a temperatura normal média do humano adulto situa-se entre 36,7 ºC e 37 ºC, quando medida na boca. A temperatura retal é geralmente usada como estimativa da temperatura interna, ou temperatura corporal central, sendo cerca de 0,6 ºC maior que na boca.

Indivíduos que se exercitam em ambientes muito quentes enfrentam desafios fisiológicos que podem comprometer o desenvolvimento de suas atividades e, ainda, podem ser acometidos por lesões térmicas sérias e até risco de morte. O armazenamento de calor e a consequente elevação da temperatura corporal central a níveis críticos acarretam na incidência de doenças térmicas, em especial a exaustão térmica e o esforço cardíaco levando atletas às situações de estresse térmico.

A reposição de água, a reposição energética e a reposição eletrolítica são fundamentais para minimização do desgaste térmico em ambientes sob forte calor.

A prática de exercícios físicos em um ambiente com desconforto térmico provocado pelo calor impõe ao jogador de futebol profissional uma sobrecarga ainda maior às adaptações fisiológicas que ocorrem durante a realização de um treinamento físico.

O déficit hídrico é o principal agente agressor do esforço físico realizado pelo atleta do futebol durante condições de altas temperaturas de ambiente. As manifestações fisiológicas impostas pelo déficit hídrico poderão gerar a diminuição acentuada da qualidade ou interrupção da atividade desenvolvida, podendo ainda em condições extremas pôr em risco a vida do futebolista.

Desta forma, aclimatação adequada, evitar jogos e treinamentos em horários de maior incidência de calor do dia, reposição hídrica durante toda a atividade podem diminuir o “estresse térmico” ao corpo dos futebolistas.

Em climas quentes a freqüência cardíaca (FC) e o débito cardíaco (quantidade de sangue bombeado pelo miocárdio por minuto) são elevados e os vasos sanguíneos se dilatam para “escoar” o “sangue quente” para a superfície corporal. O calor é dissipado para o meio ambiente por sudorese.

Outros casos
Casos semelhantes de altas temperaturas já ocorreram em versões anteriores da Copa do Mundo. Em 1994 nos Estados Unidos, em pleno verão norte-americano, 32 das 52 partidas (61,5% do total dos jogos) começaram entre 11:30 horas e 15 horas locais, quando a temperatura costumava passar dos 35°C.

A final de 1994 entre Brasil e Itália no Estádio Rose Bowl, em Los Angelis (17 de julho) foi realizada sob extremo calor. Os jogadores sofreram com o ambiente térmico elevado diante de um público de 94.394 expectadores. A Seleção Brasileira de Futebol conquistou o Tetra-Campeonato Mundial nas disputas de pênalti, após o 0x0 no tempo normal e na prorrogação.

Já em 2013, mais recentemente, os jogadores espanhóis sofreram com o calor do nordeste brasileiro, notadamente no jogo em Fortaleza-CE (23 de junho) contra a Nigéria, no estádio Castelão, válido pela Copa das Confederações. A partida foi iniciada às 16 horas local e a temperatura estava absolutamente dentro da média para aquela época do ano.

Um dos jogadores que mais acusaram desgaste foi o volante Sergio Busquets, que passou mal na volta do intervalo. No caminho para o campo, no túnel de acesso, o jogador do Barcelona acabou vomitando. Busquets foi amparado por membros da comissão técnica e conseguiu se recompor para voltar ao segundo tempo. A informação foi do canal Tele5, que transmitiu a Copa das Confederações para a Espanha. Outro jogador que sentiu o calor foi Cesc Fàbregas, que deixou a partida com náuseas.

Álvaro Arbeloa, outro jogador da seleção da Espanha, criticou o forte calor que faz na região nordeste do país. Durante uma entrevista coletiva, Arbeloa concordou com a necessidade de se rever os horários das partidas da Copa do Mundo 2014. O também defensor espanhol Sergio Ramos seguiu a mesma linha de raciocínio de seu companheiro. Entretanto, Ramos lembrou que os horários dos jogos são muitas vezes alterados para que possam ser transmitidos para o continente europeu.

Os jogadores italianos também sofreram muito com as altas temperaturas do nordeste brasileiro em 2013. Após a vitória por 4 a 3 sobre o Japão em Pernambuco, jogo válido pela segunda rodada da Copa das Confederações, os italianos reclamaram da alta temperatura. Os cerca de 28 Cº, aliados à alta umidade do ar, deixaram os atletas com um semblante de absoluto esgotamento ao final do duelo. "Nunca imaginei um clima desses, ainda mais nesse horário. Fizemos um esforço enorme", comentou naquele momento o meia De Rossi, autor do primeiro gol da Itália.

O treinador Cesare Prandelli também se mostrou preocupado sobre os efeitos da alta temperatura: "O clima é algo ao qual teremos que nos habituar. Aqui faz um calor muito forte. Precisaremos recuperar nossas forças", destacou.

Os Comitês Organizador e Executivo da FIFA, diante de tantos apelos, resolveram rever e analisar a necessidade de alteração dos horários dos jogos das 13 horas, faltando menos de 200 dias do início da Copa do Mundo no Brasil (2014), diante do cenário onde mais de 1 milhão de bilhetes já foram vendidos.

Está proposta de revisão da programação dos horários dos jogos pela entidade máxima do futebol já poderia ter acontecido. Afinal, edições anteriores da Copa do Mundo (notadamente a dos Estados Unidos em 1994) já indicaram os riscos dos efeitos das altas temperaturas sobre os jogadores de futebol.

A segurança e a integridade física dos atletas das seleções e dos espectadores que estarão presentes nos jogos devem estar sempre em primeiro lugar, acima de qualquer fator econômico.