Para o treinador da seleção brasileira, por exemplo, abre a possibilidade de chamar o Hulk, sem qualquer contestação o melhor jogador em atividade por aqui atualmente

Como se esperava, a lista de convocados poderá conter até 26 nomes. Se o país quiser, pode continuar levando ao Catar apenas 23 nomes

Categorias: Colunas

Por: Vicente Dattoli, 28/06/2022

Tite, técnico da seleção brasileira
Tite de olho em jogadores de campeonatos europeus (Foto: Lucas Figueiredo/ CBF)

Importantes decisões referentes à Copa do Mundo no Catar foram tomadas pela Fifa nos últimos dias.

Como se esperava, a lista de convocados poderá conter até 26 nomes. E é importante que se diga desta forma: se o país quiser, pode continuar levando ao Catar apenas 23 nomes. Ou 24, ou 25. No máximo 26 e ponto final.

Tal medida provocará alguma diferença? 

Sem dúvida. Para o treinador da seleção brasileira, por exemplo, abre a possibilidade de chamar o Hulk, sem qualquer contestação o melhor jogador em atividade por aqui atualmente. Ou Raphael Veiga, outro nome sempre ignorado, apesar de todo o bom futebol que vem apresentando.

A lista, repito, pode ter até 26 nomes.

E no banco de reservas, lá em Doha, poderão estar até 15 jogadores (contando os abas, membros da comissão técnica, poderão ser 26 pessoas).

Já pensou quais seriam os seus 23? 24? 25? 26?

Há mais.

A mega relação, os que ficam de sobreaviso caso alguém se machuque, passou a poder ter 55 nomes. Ou seja, você pode levar 26 e ter outros 29 prontos para serem chamados a qualquer momento – desde que se cumpram as exigências da Fifa, que tem uma comissão médica para avaliar se o jogador realmente não terá condições etc e tal.

São praticamente cinco times completos – e digo praticamente porque, obviamente, o número de goleiros é sempre um tiquinho maior, “desfalcando” os jogadores de linha.

Normal.

Outra decisão que agora é lei diz respeito à interrupção dos campeonatos nacionais.

Ninguém pode passar do dia 13 de novembro.

Os europeus irão parar seus campeonatos. O Brasil irá encerrar o seu. A Conmebol já marcou as finais da Libertadores e da Sul-Americana para outubro (teve de mudar o local da Sul-Americana depois que descobriu que teremos eleições – o jogo seria em Brasília).

Quem joga por aqui estará em fim de temporada. Estafante, sem dúvida alguma.

Os que atuam na Europa chegarão no auge da forma. 

Vantagem para os europeus? 

Nem tanto. Principalmente se lembrarmos que quase todos os nossos 23 (ou 24, ou 25, ou 26) estão jogando no Velho Continente.

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