Ponte Preta continua o 'mesmo do mesmo' na Série B

Convenhamos que é possível extrair um pouco mais desse time, que ao longo da partida contra o Sampaio Corrêa exigiu apenas uma defesa do goleiro Luiz Daniel.

Sampaio Corrêa priorizou a marcação e soube se defender, o empate sem gols, se ajustou ao pobre futebol mostrado de ambos os lados.

Categorias: Colunas

Por: ARIOVALDO IZAC - -, 24/06/2022

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Ponte Preta não atacou o Sampaio. foto: Álvaro Jr - AAPP

Campinas, SP, 23 (AFI) – BLOG DO ARI – Mesmo considerando-se as limitações da Ponte Preta, convenhamos que é possível extrair um pouco mais desse time, que ao longo da partida contra o Sampaio Corrêa exigiu apenas uma defesa do goleiro Luiz Daniel.

Logo, como o Sampaio priorizou a marcação e soube se defender, o empate sem gols na noite desta quinta-feira, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, se ajustou ao pobre futebol mostrado de ambos os lados.

Admitamos que diante do Cruzeiro, no Estádio Mineirão, prevendo-se intensidade do adversário, até justificaria três zagueiros.

Repetir o formato sem critério que se justificasse, é inadmissível.

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ALAS

Digamos que o cenário seria propício pra transformar laterais em alas, mas o primeiro equívoco do treinador Hélio dos Anjos foi na escolha do lateral-direito.

Por que Igor Formiga, veloz e de mais intensidade ficou na reserva, optando-se pela escalação de Norberto, de características diferentes?

A mudança, feita apenas aos 11 minutos do segundo tempo, mostrou que Formiga deixou o time mais ‘acesso’ pelo seu setor.

E mais: pressupõe-se que com três zagueiros, os laterais teriam cobertura suficiente, para que o time não sofresse risco.

Na prática, o Sampaio explorou o buraco que ficou no lado esquerdo da defensiva pontepretana e ameaçou duas vezes em investidas do atacante Pimentinha, que mesmo disperso e até desinteressado do jogo, ainda fez essas jogadas.

Na primeira, aos 45 minutos do primeiro tempo, serviu o centroavante Poveda, mas a cabeçada fraca facilitou a defesa do goleiro Luan Ribeiro.

Depois, aos 14 minutos do segundo tempo, quando acionou Poveda, que ao finalizar e exigir rebote de Luan, de forma inacreditável o atacante Ygor Catatau desperdiçou, chutando a bola para fora.

LENTIDÃO NA SAÍDA

Afora isso, de que adiantam três zagueiros com lentidão na saída de bola ou ela alongada indiscriminadamente?

Assim agindo, a Ponte facilitou o trabalho de recomposição do adversário, como também permitiu-lhe que disputasse e ganhasse aquilo que se convencionou chamar de ‘segunda bola’.

Não bastasse isso, como a Ponte não dispõe de um meia para organização das principais jogadas ofensivas, fica a mercê de um ou outro cruzamento de atacantes de beiradas, como fez Echaporã pela direita durante o primeiro tempo, sem que o atacante Lucca estivesse aceso para complemento.

DUAS CHANCES

A Ponte Preta passou a ter maior volume ofensivo durante o segundo tempo, quando defensores do Sampaio Corrêa ‘bateram cabeça’ logo no primeiro minuto, quando na bola tocada de Lucca para Fessim, o goleiro Luiz Daniel fechou o ângulo e desviou.

Pelo menos o time pontepretano teve percepção do desperdício de alçar bola diante de um adversário com jogadores altos, e a maioria dos cruzamentos foi no chão, exceto nos minutos finais, quando bate o desespero.

Todavia, numa bola levantada aos 13 minutos e vacilo de defensores do time maranhense, a cabeçada de Lucca foi fraca e isso facilitou a defesa de Luiz Daniel.

ECHAPORÃ

Chance mesmo foi registrada aos 18 minutos, quando Echaporã se precipitou no arremate e desperdiçou.

E só.

Apesar do volume de jogo da Ponte Preta pelo lado direito, com Formiga, as jogadas não foram organizadas e traduzidas em outras chances de gols.

Foi quando o Sampaio, já satisfeito com o empate, teve preocupação em se defender, até porque o time acusava cansaço, e o treinador Léo Condé demorou pra sacar Pimentinha, Rafael Vila e Poveda.

A logística de viagem do Sampaio Corrêa é complicada. No domingo a delegação retornou de Porto Alegre para São Luís (MA), para na quarta-feira seguir viagem a Campinas.

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