Flávio Guerra volta com sua coluna falando do clássico Palmeiras x Corinthians

O ex-árbitro analisou toda a confusã envolvendo o duelo deste domingo, que acabou com o Timão campeão

por FLÁVIO GUERRA - Campinas

Olá amigos leitores, depois de um longo período estamos de volta com a nossa coluna 'Tá na Regra' aqui no FI, devido a compromissos profissionais assumido com a CBF ano passado, onde trabalhei como Analista de Arbitragem no Campeonato Brasileiro, demos uma pausa na coluna, pois não haveria tempo e nem seria ético da minha parte fazer análise e escrever sobre arbitragem ao mesmo tempo. Gostaria de agradecer aos diretores do Futebol Interior pela oportunidade e a todos os leitores que acompanham nossa coluna. Estou muito feliz com esse recomeço.

DE VOLTA II

Também voltamos com nosso quadro Tá na Regra na TV, agora no Canal 8 da NET, no programa Futebol Interior todas as terças feiras das 19h às 20h horas, falando e esclarecendo todos os lances polêmicos da rodada. O programa é diário e você terá a mesma qualidade, competência e credibilidade que já tem no site FI. A equipe é praticamente a mesma que apresentava o Rede Família Esporte com a liderança e apresentação do meu amigo Guina Paiva. Portanto você que acompanhava nossa equipe e participava do programa é só sintonizar o Canal 8 da NET todos os dias, às sete da noite, e prestigiar o programa que já está dando o que falar.

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza foi alvo de polêmica entre Palmeiras e Corinthians
Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza foi alvo de polêmica entre Palmeiras e Corinthians
FINAL DO PAULISTÃO

Como é difícil a vida de árbitro de futebol né, até quando ele acerta é criticado e crucificado. Na final do Campeonato Paulista entre Palmeiras x Corinthians o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza marcou penalidade máxima para o Palmeiras em lance que o jogador Ralf do Corinthians acerta primeiro a bola e depois o seu adversário Dudu, causando revolta nos jogadores corintianos.

Após 8 minutos e depois de conversar com o quarto árbitro Adriano de Assis Miranda ele anula o pênalti e marca o escanteio acertadamente. Apesar de a decisão ser a correta essa demora acaba gerando muitas duvidas e especulações sobre a famosa interferência externa que até agora não ficou provada.

Portanto, não há que se falar em campeonato manchado isso e aquilo, a não ser que provem o contrário. Aliás, se o Palmeiras fosse campeão com esse pênalti inexistente o Presidente falaria que o Campeonato foi manchado?

DEMORA

Essa demora em tomadas de decisões em lances polêmicos precisa ser urgentemente trabalhada com os árbitros até para preservá-los de situações como essas. Se algum membro da equipe de arbitragem tem certeza que o árbitro cometeu um grande equivoco precisa comunicar imediatamente, invade o campo, pois o jogo estava paralisado e ele tem esse poder e como dizemos no meio “salva a arbitragem”, informa o mesmo e deixa que ele decida, pois a decisão final sempre é do árbitro.

Infelizmente está virando moda no Brasil, em jogos decisivos ou clássicos, decisões serem modificadas depois de muito tempo do fato ocorrido, levantando suspeita de onde veio essa informação, até porque ali na beira do campo existem repórteres, analistas de arbitragem, Delegados da Federação, Fiscais que podem involuntariamente soltar alguma informação.

REVOLTA

E a revolta da diretoria do Palmeiras é justamente essa, até porque estavam no campo de jogo o Presidente Interino da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol José Henrique de Carvalho e o Chefe da Arbitragem da FPF Dionísio Roberto Domingos, que é quem escala e comanda a arbitragem hoje em São Paulo.

A suspeita deles é que essa informação tenha vindo de algumas dessas pessoas caracterizando a interferência externa, fato que repito, até agora não ficou provado. Sendo assim o que vale é o relato do árbitro em súmula, que a informação foi passada a ele pelo quarto árbitro que, segundo ele estava melhor colocado e viu o toque na bola do jogador corintiano descaracterizando o pênalti. Decisão acertada que legitimou o resultado final do jogo apesar das reclamações dos palmeirenses.

FLÁVIO GUERRA
Tenho 37 anos e sou professor de Educação Física desde 1999 e hoje trabalho como Diretor de Unidade na Fundação Casa em Campinas, onde iniciei em 2008 como agente educacional dando aulas de educação física para os adolescentes. Com 15 anos de idade comecei a apitar futebol amador em Penápolis minha
Veja perfil completo
Veja todos