Dúvida sobre possibilidade de acesso da Ponte Preta tem aumentado

Macaca fica apenas no empate com Brasil de Pelotas. O time pontepretano ficou devendo, e muito, na tarde desta sexta-feira

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

O tempo passa, diria o saudoso narrador de futebol Fiori Gigliotti, e a Ponte Preta continua patinando.

Pra quem planejava ganhar do Brasil de Pelotas e iniciar arrancada rumo ao G4 do Campeonato Brasileiro da Série B, o time pontepretano ficou devendo, e muito, na tarde desta sexta-feira, em Campinas.

Se é que acrescentou algo novo em relação às partidas anteriores, coloque na conta do treinador Marcelo Oliveira ter treinado jogadas de fundo de campo, e numa delas, pela esquerda, o lateral-esquerdo Lazaroni, quase rente à linha de fundo, cruzou e o lateral-direito Apodi antecipou-se à marcação do defensor Alex Ruan e marcou de cabeça aos 44 minutos do primeiro tempo, empatando a partida.

Detalhe: meia Camilo, que iniciou a jogada pela esquerda, estava em posição de impedimento não marcado.

Pela direita Apodi também foi ao fundo, mas a imprecisão nos cruzamentos premiava o adversário.

Apodi marcou gol de empate da Ponte Preta. Foto: Álvaro Jr
Apodi marcou gol de empate da Ponte Preta. Foto: Álvaro Jr

GOL ILEGAL

Outro erro clamoroso havia ocorrido antes, aos 24 minutos, e contra a Ponte Preta.

Em cobrança de falta pela direita através de Felipe Albuquerque, do Brasil, o volante Souza estava 'impedido', mas o lance teve prosseguimento e, ao testar, ele abriu o placar.

Foi um primeiro tempo marcado apenas por estes dois lances capitais.

Se a Ponte teve mais posse de bola, faltou criatividade para penetrar no bem estruturado esquema defensivo do adversário.

LUAN DIAS

Já que o atacante de beirada da Ponte Guilherme Pato não rendia o esperado, válida a tentativa de Marcelo Oliveira ao trocá-lo pelo meia Luan Dias, que teve participação no lance que ocasionou pênalti marcado pelo árbitro Wagner Remway aos 11 minutos do segundo tempo, quando, ao finalizar, a bola tocou no braço do zagueiro Nuno colado ao corpo.

Logo, pênalti mal marcado e desperdiçado pelo meia João Paulo, que chutou a bola pra fora.

Se a Ponte teve maior volume ofensivo no segundo tempo, o time estava caindo na armadilha proposta pelo Brasil, apostando nos contra-ataques nas costas de Apodi, sem a devida cobertura.

Por ali o atacante Bruno José exigiu defesa difícil do goleiro pontepretano Ygor Vinhas e Matheus Oliveira ficou na cara do gol e chutou a bola para fora.

TENCATI E PEIXOTO

Foi aí que o treinador do time gaúcho, Cláudio Tencati, se equivocou ao posicionar o atacante Jarro no setor, trocando Bruno José de lado. Assim, a brecha deixou de ser explorada.

De que adiantou a posse de bola ofensiva da Ponte se chance real, mesmo, apenas a cabeçada do centroavante Matheus Peixoto, que havia substituído o lesionado Orobó, ainda no primeiro tempo.

Foi quando o goleiro Rafael Martins praticou a única defesa difícil ao longo da partida.

JUIZ ACERTA

Em jogo marcado por erros de arbitragem, registra-se o acerto ao anular gol de Apodi aos 42 minutos do segundo tempo, pois ao tocar na bola já estava impedido.

E assim há risco de se desmanchar o sonho de o time pontepretano conquistar o acesso ao Brasileirão.

Se havia consciência que com o técnico antecessor João Brigatti o rendimento da equipe era aquém do projetado, pouca coisa mudou com a chegada de Marcelo Oliveira.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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