Bugrino, que confiava no título, saboreia sonora goleada sobre o Oeste

Guarani vence a final por 4 a 0 no Estádio Brinco de Ouro

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Os números falam por si mesmo. Se o bugrino lotou mais uma vez o Estádio Brinco de Ouro para comemorar a conquista do título, o time foi além: permitiu que gritos de gols fossem repetidos quatro vezes, na histórica goleada sobre o Oeste por 4 a 0 na noite deste sábado, na final do Campeonato Paulista da Série A2.

Ainda bem que a supremacia do Guarani não me permitiu concentração total sobre a partida, visto que imagens por outra tela, mostrando confusão e prisão do ex-presidente Lula, exigiram que a atenção ficasse dividida.

E mais: o bugrino foi premiado com três golaços, a começar pelo lance de letra do atacante Bruno Mendes, após passe rasteiro, para atrás, do lateral Marcílio.

Quando o treinador Roberto Carvalho, do Oeste, decidiu lançar a sua equipe ao ataque, em busca do empate, ainda no primeiro tempo, ofereceu a opção de contra-ataque ao Guarani.

Aí, o desenho do segundo gol do Guarani iniciou com genial matada do meia Bruno Nazário, antes de deixar na saudade o zagueiro Leandro Amaro. No complemento do lance, solidez para empurrar a bola pra rede.

Cavalo partiu para o ‘suicídio’ ao sacar Leandro Amaro e escancarar de vez a sua defesa.

Disso se aproveitou o meia Rondinelli, após falha dupla de jogadores do Oeste visando interceptação da bola, para arrancar e aplicar uma ‘cavadinha’. Assim levou a torcida bugrina à loucura: 3 a 0.

Aí, quase no final, o atacante Caíque - que havia entrado - fechou o ‘caixão’ com testada indefensável: Guarani 4 a 0.

OESTE PERDE CHANCES

Registra-se que quando perdia por 1 a 0 e decidiu se lançar ao ataque, o time do Oeste teve três reais chances de gols, duas delas chutadas para a fora e outra com precisa defesa do goleiro Bruno Brígido.

Cabe lembrar que quando da definição dos semifinalistas, fui enfático ao citar que o desafio maior do Guarani seria o XV de Piracicaba, equipe mais estruturada defensivamente.

Aquela avaliação teve por base o desempenho questionável do Oeste durante o primeiro tempo que assisti na vitória sobre o modestíssimo Juventus por 2 a 1.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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