Guarani joga dois pontos na lata do lixo em Muriaé

Outrora dizia que empate fora de casa era considerado vitória. Agora, contra um irreconhecível Tombense, que sequer manda jogos em seu estádio, empatar é ruim

Há jogos contra equipes reconhecidas fracas, com estádio quase vazio, em que a obrigatoriedade de vitória fica evidente para um time superior

Categorias: Colunas

Por: ARIOVALDO IZAC - -, 15/05/2022

Guarani muriae Victor souza tombense 2022
Guarani empata em Muriaé. Foto: Victor Souza - Tombense

Campinas, SP, 14 (AFI) – Outrora dizia que empate fora de casa era considerado vitória. Agora, contra um irreconhecível Tombense, que sequer manda jogos em seu estádio – e sim em Muriaé (MG) -, o Guarani jogou dois pontos na lata do lixo ao empatar por 1 a 1 com a equipe mineira, pela sétima rodada da Série B do Brasileiro.

Há jogos contra equipes reconhecidas fracas, com estádio quase vazio, em que a obrigatoriedade de vitória fica evidente para um adversário de nível técnico supostamente superior, mas o Guarani não se deu conta disso e se nivelou por baixo com o Tombense.

Primeiro tempo, então, paupérrimo de ambos os lados.

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CHANCE DE GOL

O Guarani achou um gol no primeiro minuto quando, do desdobramento de cobrança de escanteio, houve finalização de um bugrino de fora da área, desvio em um defensor do Tombense, ocasião em que a bola se ofereceu ao volante Madison, livre na área, que chutou com sucesso.

Aí, apesar de o Tombense não mostrar força e competência para reagir, erroneamente o Guarani abaixou as linhas e abusou de lentidão e erros de passes.

Quando o jogo se arrastaria com aquele placar magro favorável ao Guarani, imprudentemente o lateral-direito Lucas Ramon, que substituía Diogo Mateus, cometeu pênalti ao levantar o pé no rosto do meia Igor Henrique, em lance convertido pelo atacante Keké aos 33 minutos, através de cobrança no canto direito do goleiro Kozlinski.

DERLAN E ERNANDO

Coloque na conta de dirigentes do Guarani essa brincadeirinha de mau gosto ao prolongarem a interinidade do treinador Ben-Hur, sem discernimento em escalação, projeto de jogo e substituições de jogadores.

Sem o zagueiro João Victor, eu pergunto: qual a vantagem na escalação do limitadíssimo zagueiro Derlan, com repetição de erros ao alongar o passe defensivo?

Como o atleta saiu lesionado aos dois minutos do segundo tempo, o ganho foi evidente ao ser substituído por Ernando, que nas duas vezes que se lançou ao ataque ganhou duas bolas pelo alto.

Se na primeira vez cabeceou para fora, na segunda, aos 44 minutos, exigiu defesa difícil do goleiro Felipe Garcia.

Pelo menos no segundo tempo algumas peças bugrinas se encaixaram um pouco mais, com a devida permissão do questionável time do Tombense.

Em uma destas investidas, de atacante para atacante, Júlio César serviu Bruno José, cujo chute tinha endereço do gol, mas o volante Rodrigo salvou quase em cima da risca fatal, aos 16 minutos, com o goleiro Felipe Garcia já batido.

LUCÃO PRETERIDO

Recorro-me ao amigo radialista Alberto César para me informar se o centroavante Lucão de fato estava relacionado entre os reservas.

Como a resposta foi sim, dá pra entender a troca feita por Ben-Hur ao colocar Marcinho no lugar de Nicolas Careca?

Até foi procedente a entrada de Marcinho, mas o coerente seria no lugar de um dos volantes, Madison ou Silas.

Em relação a Careca, sequer deveria ser titular e Lucão fica assistindo essas aberrações de um interino que nada acrescenta.

TOMBENSE PERDE CHANCE

De prático no Tombense, naquela etapa, apenas uma escapada do atacante Everton, que apesar de ter perdido o ângulo para a finalização, em vez do toque visando encobrir o goleiro Kozlinski, que saía ao seu encontro, optou pelo chute forte e desperdiçou aos 39 minutos.

ARBITRAGEM CONFUSA

Tão pobre quanto ao jogo em si foi a arbitragem do catarinense Luiz Augusto Silveira Tisne.

Aos 35 minutos do segundo tempo, equivocadamente ele marcou pênalti para o Tombense, quando o catimbeiro Everton Goiano tentou se jogar numa disputa de bola com Lucas Ramon.

Aí, ao ser chamado pelo VAR para revisar o lance, a conferência começou em disputa de bola na intermediária, quando Madison, do Guarani, perdeu para Gabriel Henrique em disputa normal, mas ali o juizão interpretou o lance como faltoso.

O pênalti foi ‘desmarcado’ e prevaleceu a marcação da falta.

Vai entendendo!

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