Seleção final da Série B com craques do acesso e 'trio surpreendente'

Todos os clubes do acesso estão muito bem representados, mas Londrina, Brasil e Ceará surpreendem

por Agência Futebol Interior

São Paulo, SP, 01 (AFI) - Após mais de seis meses e 38 rodadas, o Campeonato Brasileiro da Série B finalmente teve fim no último final de semana. Com três jogos de antecedência o Atlético-GO já confirmava o título, enquanto o Vasco, principal candidato, foi garantir o acesso apenas nos últimos noventa minutos - além disso, Avaí e Bahia também retornaram à Série A. Por outro lado, Joinville, Bragantino, Tupi e Sampaio Corrêa foram rebaixados para a terceira divisão nacional.

De olho nos principais destaques e acompanhando a competição desde de muito antes da bola rolar pela primeira vez, o Futebol Interior juntou os principais destaques e montou a Seleção geral da Série B. E ainda assim muita gente boa de bola ficou de fora destes selecionados. A revelação deste ano é o atacante Roni, do Náutico, que marcou 11 gols e quase colocou o time pernambucano no G4, mas sofreu na última rodada.

Todos os clubes do acesso estão muito bem representados, mas Londrina, Brasil e Ceará surpreenderam. O goleiro Marcelo, do Londrina, foi o menos vazado da competição, com apenas 29 gols sofridos. Por outro lado, a dupla de ataque é uma chuva de gols. Bill terminou como artilheiro da Série B, com 15 gols, seguido de perto por Felipe Garcia, que fez 13 e ficou empatado com o meia Nenê, do Vasco, também na Seleção.

Confira a Seleção da Série B de 2016:

Marcelo (Londrina);
Matheus Ribeiro (Atlético-GO), Marllon (Atlético-GO), Luan (Vasco) e Capa (Avaí);
Michel (Atlético-GO), Juninho (Bahia), Magno Cruz (Atlético--GO) e Nenê (Vasco);
Felipe Garcia (Brasil) e Bill (Ceará).
Técnico: Marcelo Cabo (Atlético-GO).

Craque: Magno Cruz (Atlético-GO)

Revelação: Roni (Náutico)

Goleiro: Marcelo (Londrina)

Há três temporadas no Londrina, o goleiro Marcelo Rangel Rosa foi um dos principais responsáveis por manter o clube com a melhor defesa do Campeonato Brasileiro da Série B. Ele foi titular em 55 jogos dos 56 disputados na temporada – ficou de fora só da última rodada do nacional, quando o elenco bateu o Bragantino por 1 a 0. Em 37 jogos na Série B sofreu apenas 29 gols, uma média de apenas 0,78 gol por partida.

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Lateral-direito: Matheus Ribeiro (Atlético-GO)

Com apenas 23 anos, o jogador foi uma das principais peças do time goiano durante a competição. Se aproveitando da velocidade de Matheus Ribeiro, Marcelo Cabo também explorou a saída de bola pela direita, principalmente na reta final, quando assumiu a liderança da tabela no lugar do Vasco – e ainda acabou sagrando-se campeão. O lateral atuou em 35 jogos e marcou três gols.

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Zagueiro: Marllon (Atlético-GO)

Chegou no clube no fim do último ano para também disputar a Série B e acabou permanecendo para esta temporada. Felizmente. Isso porque passou a segurança de um zagueiro e foi fundamental principalmente nos lances mais decisivos do campeonato. Fez 36 jogos como titular na campanha do acesso e marcou dois gols. Um deles foi no jogo decisivo em que o Atlético-GO venceu por 5 a 3 o Tupi e confirmou o título.

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Zagueiro: Luan (Vasco)

Um dos nossos meninos de ouro. Luan estava na Seleção Brasileira que venceu a Alemanha nos pênalti e nos sagrou campeão no futebol masculino dos Jogos Olímpicos. Por isso passou tanto tempo longe do Vasco. Revelado na base do clube carioca, ganhou a titularidade absoluta na última temporada e foi fundamental na campanha do acesso esse ano. Chegou a marcar cinco gols, número surpreendente para um zagueiro de ofício.

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Lateral-esquerdo: Capa (Avaí)

Com característica ofensiva e ainda jovem, de apenas 23 anos, o jogador chegou ao Avaí no início da competição nacional e não decepcionou. No início até sofreu para se encaixar no esquema tático, mas desde a chegada de Claudinei Oliveira, que conseguir acertar o posicionamento dos jogadores, ele se soltou mais e surpreendeu no ataque – tanto que o acesso do Avaí passa pelo lateral-esquerdo.

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Volante: Michel (Atlético-GO)

Ele veio, fez sucesso e já está de saída. O volante Michel chegou ao clube goiano após um grande Paulista com o Novorizontino e ainda assim assinou com uma certa desconfiança do torcedor. Mas, em campo, ele mostrou que tem categoria para vestir a camisa do Atlético-GO. Deu categoria a saída de bola, fechou o meio de campo e ainda ficou apenas dois jogos suspenso, ambos por amarelo. Agora está acertado para voltar ao Novorizontino em 2017.

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Volante: Juninho (Bahia)

Pode parecer estranho pra quem não acompanhou o campeonato, mas Juninho desponta para ser o melhor jogador do Bahia na temporada. Ao lado de Luiz Antônio conseguiu dar um talento sem igual ao meio campo do tricolor. Experiente, já com 30 anos, ele chamou a responsabilidade para si e ainda marcou seis gols, nos 33 jogos que disputou. Seu companheiro também merece destaque!

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Meia: Magno Cruz (Atlético-GO)

Contratado para este ano, o camisa oito do Atlético-GO foi, de longe, o craque da Série B. Através das orientações do professor Marcelo Cabo, o meia cadenciou o jogo, produziu acima do que esperava dele, marcou sete gols e ainda serviu os companheiros inúmeras vezes. Atuando próximo da grande área, foi o jogador mais incisivo do elenco e, ao lado de Jorginho, foi o jogador mais decisivo do campeonato.

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Meia: Nenê (Vasco)

Vice-artilheiro da Série B com 35 anos. Uma carreira vitoriosa, principalmente na Europa, e ainda assim aceitou o convite do Vasco na última temporada. Mas não foi feliz: acabou rebaixado. Mas o jogador não deixou de dar a volta por cima. Ele literalmente carregou o time carioca de volta à Série A. Marcou 13 vezes, sempre em jogos decisivos, e até quando o elenco caiu de produção ele foi decisivo.

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Atacante: Felipe Garcia (Brasil)

Com o tempo o atacante vem construindo uma linda história com a camisa do Brasil de Pelotas. Chegou ao clube em 2014 para disputar o Campeonato Gaúcho, conquistou a vaga na Série D e subiu em campo. Depois na Série C, logo no ano seguinte. Nesta temporada, já há três anos no clube, conseguiu se firmar como titular, jogou 36 jogos na Série B e terminou como vice-artilheiro, também com 13 gols.

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Atacante: Bill (Ceará)

Buffalo Bill. Kill Bill. Bill Gates. Bill the Kid. Os apelidos do atacante já entregam que ele, de longe, é o mais experiente no elenco do Ceará. E ele não fez por menos. Mesmo com uma campanha longe do ideal, já que terminou a temporada na 10ª posição, Bill conseguiu colocar seu nome entre os anos do ano, já que encerrou como artilheiro da Série B, com 15 gols marcados. Além disso ele foi um líder do elenco dentro e fora de campo.

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Técnico: Marcelo Cabo (Atlético-GO)

De longe é o principal responsável pela campanha histórica do Atlético-GO e o título da Série B. Conseguiu acertar o grupo com jogadores muito técnicos, mas que pediam um acerto individual. Ele trabalhou em cima da capacidade de cada um, desenvolveu seus potenciais e esteve pronto para o primeiro vacilo do Vasco, que caiu de produção na reta final e abriu passagem para que o clube goiano assumisse a liderança.

Foi o primeiro título do treinador na carreira que já dura doze anos e ainda assim ele tem um currículo de causar inveja em muitos colegas. Começou no Bangu e logo já foi para a Arábia Saudita como assistente. Depois assinou com o Al-Nasr, antes de volta para a Seleção Brasileira, como observador técnico. Precisando voltar, assinou como assistente do Figueirense, mas só recolocar seu nome no cenário nacional em 2013, com a Tombense. Passou ainda por Nacional-MG, Volta Redonda, Macaé, Ceará, Tigres do Brasil e Resende.

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Revelação: Roni (Náutico)

Como não poderia ser diferente, Ronielson da Silva Barbosa ainda é muito jovem, com apenas 21 anos. Começou a carreira profissional no Remo, ainda na Série D, e conseguiu uma passagem para defender o Náutico nesta temporada. Com muita felicidade, ele marcou 11 gols logo no seu ano de estreia na Série B e deixou nomes experientes para trás. Atuou em 35 jogos e quase conseguiu recolocar o timbu na Série A.

 
 
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