Paulistão: Palmeiras planeja reconstruir memorial de troféus ainda este ano

"É uma situação que está muito próxima de ser resolvida. Estamos muito evoluídos. Restam detalhes", disse Mauricio Galiotte

por Agência Estado

São Paulo, SP, 13 - O Palmeiras e a construtora WTorre, responsável pelo Allianz Parque, devem começar ainda neste ano a reconstruir o memorial de troféus do clube. A antiga sala no Palestra Itália para guardar as principais conquistas, fotos e itens históricos do clube foi desativada em junho de 2010 para dar lugar à obra de reforma do estádio e só agora o longo imbróglio parece estar próximo de terminar.

O presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, e o diretor financeiro da WTorre, Luis Davantel, garantiram nesta quarta-feira que o projeto de novo memorial de conquistas do clube está próximo de ser concluído. Os dois participaram de evento para inaugurar a grama sintética e demonstraram otimismo no desfecho positivo do projeto.

"É uma situação que está muito próxima de ser resolvida. Estamos muito evoluídos em relação ao museu. Restam detalhes", disse Galiotte.

Ao todo o clube tem mais de 6 mil taças, entre conquistas do futebol e de torneios de outros esportes. A existência de um novo museu do Palmeiras estava prevista no projeto original de reforma da arena, mas a ideia foi adiada ao longo dos anos pela falta de consenso.

Problemas de relacionamento entre o clube e a WTorre fizeram o plano ficar sempre para depois e existir entre os dois lados uma transferência de responsabilidade sobre quem lideraria a missão. O novo memorial deve ficar localizado no primeiro andar da arena, em um espaço com visão panorâmica para a rua Palestra Itália.

"Estamos em ritmo avançado tanto na parte técnica como jurídica e de contratos. Talvez daqui um mês poderemos chamar vocês (jornalistas) para conversar sobre isso", explicou o diretor da Wtorre.

Foto: Divulgação / Allianz Parque
Foto: Divulgação / Allianz Parque
O espaço remodelado deve ter uma estrutura multimídia e interativa inspirada nos mais modernos memoriais de clubes europeus. O objetivo é fazer o salão das conquistas integrado à uma nova loja de produtos oficiais, ao clube social e também ao tour do estádio.

Desde 2017 o Palmeiras montou uma comissão para reorganizar o projeto do memorial e conversar com gestores da arena. A pressão para se ter o novo memorial é grande entre conselheiros do Palmeiras e também da torcida. Desde 2010 o clube não tem um espaço dedicado à própria história.

No ano passado o Estado revelou que grande parte do acervo de troféus está guardado em um depósito na zona norte da capital paulista. O clube paga uma taxa mensal pelo aluguel do espaço. As principais taças estão na sede administrativa, próximas à sala da presidência, ou na Academia de Futebol.

Em eventos, como as festas de aniversário do clube, a diretoria organiza uma exposição dos principais troféus, entre eles o da Copa Libertadores de 1999 e o da Copa Rio de 1951. Antes do depósito na zona norte, as taças foram guardadas em um imóvel no bairro de Pinheiros. O dono do espaço era o ex-diretor de futebol do clube, Salvador Hugo Palaia.

Em 2011 um grupo de conselheiros chegou a questionar o depósito, alegando que o Palmeiras gastava R$ 3 mil por mês com o local apenas para manter um cachorro como o único responsável pela segurança do espaço. O caso gerou bastante polêmica nos bastidores da época. A informação foi negada pelo então presidente do clube, Arnaldo Tirone.