Paulista A3: Em meio à crise, Celso Teixeira pede demissão do Grêmio Barueri

O treinador chegou como indicação de Jardel e substituiu Evandro Forte, que deixou o clube por estar com “falta de sorte”

por Agência Futebol Interior

Barueri, SP, 19 (AFI) – Depois que o investidor Jardel deixou o Grêmio Barueri, uma pequena crise se instalou no clube. O presidente José Alberto Dias Jeremias, conhecido como Alberto Ferrari e dono da empresa K2 Academia, vem apresentando dificuldades para arcar com seus compromissos financeiros, algo que tem afetado o time dentro de campo. Em uma reunião realizada nesta quinta-feira, o técnico Celso Teixeira optou por deixar o clube por não ter condições ideais de trabalho.

O treinador chegou como indicação de Jardel e substituiu Evandro Forte, que deixou o clube por estar com “falta de sorte”. O parceiro era responsável por quitar a folha salarial (aproximadamente 30 mil mensais) e o salário do comandante. Agora sem técnico, Evandro é novamente cotado para voltar.

"O Barueri tem uma estrutura incrível, tinha tudo para estar disputando as principais divisões do Estado. Infelizmente, a condição de trabalho está precária. Temos que parabenizar os jogadores. Eles têm demonstrado muita raça e fazendo o possível para manter o time na Série A3. Deixei o clube sem receber e com vencimentos atrasados", afirmou o técnico Celso Teixeira.

Celso Teixeira comandou o time em três jogos na Série A3. Estreou com vitória sobre a Inter de Limeira, por 1 a 0, em casa; e depois empatou com o São José FC, por 2 a 2, fora; e perdeu para o Taubaté, por 2 a 1, também longe dos seus domínios.

Os salários atrasados e a falta de comida em Barueri começaram depois de uma briga do investidor Jardel e do presidente ‘aventureiro’ Alberto Ferrada, da K2 Academia. Alberto teria aprontado nos bastidores e não satisfez Jardel, que simplesmente comunicou a todos de que não colocaria mais dinheiro no clube. Desde então ninguém aparece para solucionar o problema.

O Barueri é o 15.º colocado da A3, com 14 pontos ganhos. Um ponto a mais que o Tupã, primeiro na zona de rebaixamento.

 
 
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