Com redução de salários, Piqué e Ter Stegen renovam contrato com o Barcelona

O goleiro Marc-Andre ter Stegen, o meia Frenkie de Jong e o zagueiro Clement Lenglet também estenderam seus vínculos

por Agência Estado

Campinas, SP, 21 - Com uma polêmica redução de salários, o Barcelona renovou o contrato de quatro jogadores nesta semana. O caso que chamou mais atenção foi o do zagueiro e capitão Gerard Piqué, que chegou a entrar em atrito com Lionel Messi por ter aceitado o corte nos vencimentos. De acordo com a imprensa espanhola, a redução atingiu 30%.

O goleiro Marc-Andre ter Stegen, o meia Frenkie de Jong e o zagueiro Clement Lenglet também estenderam seus vínculos. O goleiro agora tem contrato até junho de 2025, enquanto os outros dois jogadores assinaram até junho de 2026.

Pique foi um dos jogadores que renovou com o Barcelona
Pique foi um dos jogadores que renovou com o Barcelona
Piqué, de 33 anos, acertou vínculo até junho de 2024, com um valor de rescisão de 500 milhões de euros (cerca de R$ 3,3 bilhões). Segundo o clube, o novo contrato do zagueiro é por rendimento e exige um número mínimo de partidas disputadas na próxima temporada, sem apontar detalhes.

Ainda de acordo com o clube, as renovações de contrato levaram "semanas de negociação" e incluem um "ajuste temporário de salário" devido às dificuldades enfrentadas pelo clube durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com seu último balanço, o Barça sofreu prejuízo de 97 milhões de euros (R$ 640 milhões) na última temporada.

NA PAUTA
Por isso, o clube vinha negociando cortes de salários nas últimas semanas, sem sucesso. As discussões colocaram Piqué e Messi, os dois principais líderes do time, em polos opostos. Mas, além do zagueiro, Ter Stegen, De Jong e Lenglet também aceitaram o corte, que não teve prazo anunciado para ser encerrado.

Pelos novos contratos, o goleiro tem cláusula de rescisão contratual no valor de 500 milhões de euros (R$ 3,3 bilhões), enquanto De Jong, de 400 milhões de euros (R$ 2,6 bilhão). Lenglet, por sua vez, teria que desembolsar 300 milhões de euros (R$ 1,9 bilhão) para romper seu contrato de forma unilateral.