FPF com reeleição de Reinaldo e discussão da Liga Nacional

Por isso, estadual de São Paulo continua sendo, indiscutivelmente, o melhor do Brasil.

No caso da reeleição de Reinaldo Carneiro Bastos, sou daqueles que aprova totalmente sua administração à frente da Federação

Categorias: Colunas

Por: SÉRGIO CARVALHO - -, 20/01/2022

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Reinaldo Carneiro Bastos, segue na FPF. (Foto: Rodrigo Corsi)

São Paulo, SP, 20 (AFI) – FPF segue em boas mãos. Pelo menos no que se refere aos grandes clubes, os paulistas estão fechados com o presidente Reinaldo Carneiro Bastos, da Federação Paulista de Futebol, não só para reelegê-lo, mas também para defender a seu lado os interesses do futebol paulista na briga para criação da nova Liga Nacional de Futebol.

Esta Liga vai ser uma imitação da inglesa, que deu tão certo e que colocou o futebol da Inglaterra em primeiro lugar no mundo. Nela, os grandes têm mais força, mas os chamados pequenos também faturam e conseguem manter-se de pé com toda a dignidade.

No caso da reeleição de Reinaldo, sou daqueles que aprova totalmente sua administração. Ele sabe manter os campeonatos que sua Federação comanda sempre bem organizados, com faturamento proporcional para cada clube e consegue agradar tanto aqueles que representam a força maior do futebol paulista como os demais que são filiados à sua Federação.

Por isso campeonato estadual de São Paulo continua sendo, indiscutivelmente, o melhor do Brasil.



APOIO TOTAL

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Reinaldo Carneiro e o sucesso da Copinha 2022

Reinaldo levou os quatro grandes à sede da FPF na quinta- feira passada para discutir vários  assuntos, entre eles as eleições na FPF, que serão realizadas neste mês. Reinaldo já disse que será candidato e, pelo que sei de bastidores, será reeleito sem maiores problemas.

Na verdade, eu preferia que o atual presidente da FPF tentasse voos mais altos, talvez candidatando-se à presidência da CBF, ou quem sabe, até da Liga que será criada nos próximos meses. Ele tem boas ideias, corre atrás de qualquer prejuízo e consegue resolvê-lo e mantêm os clubes sempre satisfeitos com sua gestão.

Se isso pudesse ser feito em nível nacional, seria ainda melhor, porque falta no futebol do Brasil um dirigente e uma entidade que realmente defendam os direitos de todos os seus filiados. Problema é que há grupos como o liderado pelo ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero, que sonha em continuar no poder e jogará pesado para manter esse status.

CALENDÁRIO

Para quem analisa o calendário do futebol brasileiro já percebe de cara que em todos os últimos anos houve excesso de competições. Primeiro vem os estaduais que perderam a preferência do público torcedor e mereciam ser reformulados.

Quase ao mesmo tempo há jogos da pré-Libertadores, da Copa do Brasil e da Sul-Americana. No meio do ano começa o Brasileirão. Isso tudo intermediado por jogos da Seleção, oficiais ou não, que tiram os jogadores dos clubes e os fazem jogar desfalcados competições importantes.

É jogo demasiado, muito desgaste físico para um resultado não tão bom ou rentável, porque na verdade mesmo, só Libertadores e Copa do Brasil dão premiações polpudas. Os demais, mal dão para cobrir os gastos. Por isso defendo a tese de que os estaduais deveriam ser entregues aos médios e pequenos clubes, sem presença dos grandes. Não deveriam misturar Libertadores com a Copa do Brasil e Brasileirão. Dá prejuízo e muita confusão.

LIGA NACIONAL FORTE

Para mudar tudo isso só com uma CBF ou uma Liga Nacional muito forte. Por isso defendo candidatos como o Reinaldo que já demonstra na FPF como se deve dirigir uma entidade que cuida do que há de melhor no futebol brasileiro.

Também considero importante que nesta mudança radical, se faça um pacto salário entre os clubes do Brasil. Haveria um teto que jamais poderia ser ultrapassado. Quem o fizesse seria severamente punido. Só assim os clubes voltariam a equilibrar suas finanças e não ficariam à beira da falência como Cruzeiro, Vasco e outros mais.

Não me conformo que no futebol de hoje até pernas de pau ganhem salários de 300 a 500 mil reais por mês enquanto os caixas de nossos clubes estão cada vez mais vazios. Não dá mais para insistir nesta fórmula suicida que só favorece o jogador enquanto os clubes de grandes torcidas, estão cada vez mais perto da falência.

Vamos mudar, gente. Vamos ousar. O futebol brasileiro está de pires na mão e precisa ser fortemente reformulado.

Ou não é assim???

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