Dirigente do São Paulo afirma que meia sem clima no clube tem 'muito mercado'

Marco Aurélio Cunha ressalta que Michel Bastos tem muito nome e que, todos sabem do potencial do atleta

por Agência Estado

São Paulo, SP, 23 - Michel Bastos, meia do São Paulo, tem contrato até o fim de 2017, mas não vem sendo relacionado para as partidas. O jogador deve se transferir para outro clube e clube não teme que não apareçam interessados no futebol do jogador de 33 anos. "Ele tem muito mercado, então não tenho medo disso. É um ativo importante do clube", explica Marco Aurélio Cunha, diretor executivo de futebol.

Desde que foi pressionado por torcedores durante um treino, Michel parou de dar entrevistas e decidiu que era o momento de mudar de ares. Cunha até tentou dissuadi-lo, conversou bastante com o atleta, mas não deu resultado.

Marco Aurélio Cunha comentou a situação de Michel Bastos (Foto: Divulgação / São Paulo)
Marco Aurélio Cunha comentou a situação de Michel Bastos (Foto: Divulgação / São Paulo)

"Ele tem muito nome, as pessoas conhecem o potencial dele. É um jogador excelente. O problema dele com torcida e o rendimento abaixo por questões pessoais passam quando se muda de clube. Muito atleta renasce em outro lugar. Eu sempre falo que nunca se deve subestimar um jogador. Às vezes está mal em um clube, muda de camisa, e vira monstro. Não é para reclamar de quem liberou, é para ficar contente, pois merece seguir a vida dele", explica o dirigente.

COBIÇADO
O jogador já foi sondado por grandes clubes do País, como Corinthians, Santos, Palmeiras, Atlético-MG e Cruzeiro, entre outros. Por ter um grande valor de mercado, uma troca não é tão simples, pois o São Paulo espera conseguir uma reposição à altura de Michel Bastos. Com o Santos, por exemplo, queria o artilheiro Ricardo Oliveira em troca, mas não deu certo.

Para Cunha, não há problema em reforçar um time rival.

"Com toda honestidade, não vejo problema nisso. O jogador não deu certo aqui e pode dar em um rival. O Danilo está lá (no Corinthians)) e sou amigo dele, o Pato veio para cá. O Jadson foi para lá (Corinthians). Temos de deixar de lado esse aspecto passional para fazer um futebol melhor. Tem de trocar jogadores com Palmeiras, Santos, não tenho preconceito com isso", avisou.