Oswaldo lembra títulos pelo Corinthians para menosprezar rejeição da torcida

O treinador faz sua reestreia pela equipe na partida contra o América-MG, domingo, no Itaquerão

por Agência Estado

São Paulo, SP, 14 - O técnico Oswaldo de Oliveira chega ao Corinthians tendo que enfrentar uma grande rejeição da torcida e até de dirigentes. Tanto que o diretor adjunto de futebol, Eduardo Ferreira, pediu demissão por não concordar com sua chegada. Durante entrevista coletiva onde foi apresentado como novo treinador da equipe, Oswaldo lembrou seus feitos pelo clube para minimizar a opinião de quem critica sua contratação.

"Enquete é uma coisa dúbia para mim. Sou campeão paulista, brasileiro e mundial aqui dentro. Desde sempre ouço em São Paulo, no Brasil, em Londres, no Japão, um agradecimento de corintianos pelo que aconteceu em 2000 (título mundial). É o que sempre ouvi. Para mim não faz sentido enquete", disse o treinador, apresentado pelo presidente Roberto de Andrade, minutos após Eduardo Ferreira anunciar sua saída do cargo.

Oswaldo lembrou diversas vezes do título do Mundial de Clubes, conquistado em 2000. "Corintiano que é corintiano tem que somar, ajudar e participar positivamente. Torcida sempre contestou, mas a imagem na minha cabeça é do dia 14 de janeiro de 2000, no Maracanã, quando 25 mil corintianos cantaram e deram origem ao 'Todo Poderoso Timão'. Isso que tenho encontrado há 16 anos e minha expectativa é essa, pois iniciei a carreira aqui".

O treinador faz sua reestreia pela equipe na partida contra o América-MG, domingo, no Itaquerão. Mostrando felicidade, ele minimizou também a pressão por chegar ao clube em um momento de turbulência. "No Corinthians eu não tenho desafios, tenho prazer. Minha vida como treinador começou aqui, estou de corpo e alma e emocionado de voltar a essa casa", disse.

O novo treinador do Corinthians sabe que precisará mudar muitas coisas para fazer o Corinthians se manter vivo na Copa do Brasil e também na briga por uma vaga para a Libertadores do ano que vem. Mas pretende fazer os ajustes de forma lenta.

"Já conversamos no vestiário longamente e por enquanto, vou seguir à risca o que o Fábio (Carille) está me passando e, gradativamente, quando tomar conhecimento de tudo, dos jogadores e posicionamento, vou tomar algumas decisões de cunho individual. Nesse momento, seria insensato chegar e tentar mudar alguma coisa, até porque, acompanhei os últimos jogos do Corinthians e vi que a equipe tem melhorado bastante", explicou o treinador, que chega ao clube com Ricardo Henriques, preparador físico, e Luiz Alberto e Thiago Larghi, auxiliares técnicos.

Um dos motivos da desconfiança da torcida sobre Oswaldo é pelo fato dele não conseguir grandes feitos no futebol brasileiro nos últimos tempos. O treinador culpa a falta de paciência e demissões surpreendentes para explicar a ausência de títulos.

"Estava vendo a TV e disseram que meu último bom trabalho foi no Botafogo, onde mesmo com problemas e salários atrasados fomos à Libertadores e campeões (carioca). As pessoas só esquecem de dizer que era o segundo ano do meu trabalho no Botafogo (trabalhou no clube em 2012 e 2013). Depois disso tive trabalho interrompido injustamente no Santos, Palmeiras e Flamengo, onde fui para terminar a temporada, indiquei nomes para 2016 e duas rodadas de terminar o Brasileiro fui demitido sem explicações. Trabalhos de três, cinco ou seis meses não tem consistência mesmo".

A reestreia de Oswaldo como técnico do Corinthians acontece neste domingo, na partida contra o América-MG, às 17h, no Itaquerão. Neste jogo, ele já estará no banco de reservas e Fábio Carille, voltará a ser auxiliar técnico.