ídolo do rival, Ceni fala sobre o Corinthians: 'Fico contente, mas ninguém me procurou'

Em outras ocasiões, o treinador disse que não trabalharia nos principais rivais do São Paulo

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Em outras ocasiões, o treinador disse que não trabalharia nos principais rivais do São Paulo

Fortaleza, CE, 14 - Rogério Ceni se manifestou pela primeira vez sobre um possível interesse do Corinthians em contratá-lo para o lugar de Tiago Nunes, demitido na última sexta-feira.

O técnico do Fortaleza negou que tenha sido procurado pelo clube alvinegro, mas afirmou que ter o nome especulado é sinal de que o trabalho que ele tem feito é positivo.

A possibilidade de receber um convite surgiu principalmente depois de o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, ter afirmado recentemente que não existia qualquer problema em contratar o maior ídolo do São Paulo.

"É natural que se o profissional estiver fazendo um bom trabalho, as pessoas falem, opinem. A mídia fala o nome, ninguém me procurou, absolutamente nada. Fico contente, porque acho que é um reconhecimento de um trabalho, mas nada além disso", afirmou Rogério Ceni.

Rogério Ceni comentou um possível interesse do Corinthians em seu trabalho
Rogério Ceni comentou um possível interesse do Corinthians em seu trabalho
"Estou firme e focado no trabalho no Fortaleza, esperamos que até o final do campeonato possamos extrair o melhor do time e manter o Fortaleza na primeira divisão do futebol brasileiro", acrescentou o treinador.

MUDOU DE IDEIA?
A declaração neste momento foi menos enfática do que o seu posicionamento anterior. Rogério Ceni sempre afirmou que treinar os rivais do São Paulo, como Corinthians e Palmeiras, seria incompatível pela história como goleiro.

Em entrevista ao Estadão, no final de 2018, quando negociava para renovar com o Fortaleza, Rogério Ceni afirmou que se sentia apto para dirigir qualquer equipe no Brasil, mas externou o posicionamento ao ser questionado sobre uma possível ida para Corinthians e Palmeiras.

"Sei que você quer chegar em Palmeiras e Corinthians. A melhor resposta foi do presidente do Palmeiras (Maurício Galiotte). Ele disse que não seria produtivo. E concordo. A história é conflitante. Uma derrota bastaria para o torcedor dizer que eu sou são-paulino. É um respeito até com Palmeiras e Corinthians. Fora da capital, trabalharia em qualquer equipe", afirmou.

O discurso se repetiu em outras oportunidades, quando o ex-goleiro citou até o fato de que "como ficaria aquele torcedor do São Paulo que fez uma tatuagem com o seu rosto no braço" se ele fosse para um dos rivais.