Justiça aponta fraude em negociação entre Guarani e Corinthians por atacante

Bugre lucrou R$ 700 mil ao vender 40% dos direitos econômicos de Davó ao Timão em 2019

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Bugre lucrou R$ 700 mil ao vender 40% dos direitos econômicos de Davó ao Timão em 2019

Campinas, SP, 10 (AFI) - A transferência de Davó do Guarani ao Corinthians tornou-se pauta no campo jurídico.

Em sentença publicada pelo juiz Francisco José Blanco Magdalena, da 9ª Vara Cível de Campinas, em 1º de julho, há apontamento de fraude na negociação com o Timão, no fim do ano passado.

Davó foi vendido pelo Guarani ao Corinthians no fim do ano passado - Letícia Martins / Guarani FC
Davó foi vendido pelo Guarani ao Corinthians no fim do ano passado

A Justiça cobra investigações mais detalhadas a fim de ressarcir a RDRN Participações e Empreendimentos Ltda em R$ 35 mil. A empresa, ainda no mês de março de 2020, exige acerto imediato com o Bugre e afirma que o processo de venda não foi feito de modo legal.

Por conta do imbróglio, a compra do atacante torna-se ineficaz sob ótica alvinegra, haja vista procedimentos irregulares adotados nas tratativas - um dos erros é na assinatura do contrato, até 31 de dezembro de 2023.

Em 2019, Davó conseguiu ser liberado pelo Guarani por apenas R$ 700 mil mediante depósito feito até 18 de setembro - a multa rescisória ao mercado interno era estipulada em R$ 8 milhões.

A grana, utilizada para pagamento dos salários do elenco na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro, resultou na compra de 40% dos 60% dos direitos econômicos vinculados ao Alviverde.

O QUE DIZ O GUARANI?

Procurado pela reportagem do Portal Futebol Interior, o Guarani se pronuncia, por meio da assessoria de imprensa, em nota oficial.

"O Departamento Jurídico do Guarani Futebol Clube ainda não foi notificado sobre a decisão e somente poderá se manifestar nos autos do processo. O Conselho de Administração destaca porém que todos os demais órgãos internos (Conselhos Deliberativo e Fiscal) acompanham o processo cumprindo todo o rito estatutário".

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