Generosidade sim, mas com chapéu alheio não, senhores diretores da Ponte Preta

Lateral pontepretano Yuri foi multado

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Yuri, da Ponte Preta
Yuri, da Ponte Preta

É louvável atos de caridade da população neste momento difícil em que passa o País, com a pandemia da Covid-19.

Medidas restritivas de circulação de pessoas, tomadas por gestores públicos, que visam contenção da onda, também mostram o outro lado da moeda: desemprego e fome.

Felizmente tem crescido adesões às propostas de arrecadação de alimentos para saciar desfavorecidos nesta circunstância, o que mostra que nem tudo está perdido em tempos do prevalecimento da insensibilidade.

É sabido que a diretoria da Ponte Preta aplicou multa ao lateral-esquerdo Yuri, por descumprimento dos protocolos de saúde determinados pelo clube, ao programar festa entre familiares.

CESTAS BÁSICAS

Aí o site oficial do clube, na edição desta segunda-feira, informou que ao receber o valor da multa a diretoria optou por acrescentar importância equivalente e assim totalizar o equivalente a 140 cestas básicas.

Seria tamanha generosidade se o valor complementado saísse do bolso dos dirigentes ou se cotizassem grupos de empresários para doação.

Ponte Preta é uma instituição sem dono, ou melhor: os verdadeiros donos são os torcedores.

Logo, dirigentes não têm o direito de tomar decisão de doação como se interpretassem posição representada pela totalidade.

Pra evitar mal-entendido, não se trata de contestar doação em si, absolutamente.

CHAPÉU ALHEIO
A rigor, biblicamente aprendemos com Jesus a partilhar o nosso pão com o próximo, como ele nos ensinou em Mateus 14:16: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer”

Portanto, nada é tão abençoado como dividir o que temos com o nosso próximo.

O discordante é praticar generosidade com chapéu alheio. O correto seria pessoas endinheiradas ou de sensibilidade mexerem nos próprios bolsos.

E isso tem de sobra nos meios pontepretanos.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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