Lesões quebram rendimento do Palmeiras; Ponte aproveita, mas perde o jogo

Lesões quebram rendimento do Palmeiras; Ponte aproveita, mas perde o jogo

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Bigode marcou gol da vitória do Palmeiras
Bigode marcou gol da vitória do Palmeiras

A televisão repetiu as jogadas polêmicas de pênaltis reclamados por jogadores pontepretanos na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, e nas duas ocasiões os protestos não procedem.

Em finalização do volante Dawhan, o zagueiro Gustavo Gomez estava com o braço colado ao corpo. E em outro lance Roger foi travado na bola.

Discussões à parte, é indiscutível que a Ponte Preta fez por merecer melhor sorte na noite deste sábado, em Campinas.

Em futebol tem-se que avaliar creteriosamente os dois tempos de jogo.

Durante o primeiro tempo o Palmeiras foi todo pressão e se impôs em campo com toque de bola envolvente, embora lento.

Aí, em finalização de Lucas Lima, o goleiro Ygor Vinhas defendeu com o pé no puro reflexo.

E aquele volume de jogo recomendava que a primeira falha seria fatal, e foi: aos 33 minutos saiu o gol em jogadas de atacantes. Luiz Adriano serviu Willian Bigode, houve vacilo de marcação do zagueiro Trevisan, sem chance para o goleiro Ygor Vinhas.

Foi o período em que independentemente de programar planilha defensiva, a Ponte teve que se resguardar.

OUTRO SEGUNDO TEMPO

Há situações no futebol em que treinadores ficam travados por circunstâncias de uma partida, com duas substituições forçadas ainda no primeiro tempo.

Como o Palmeiras tinha proposta essencialmente ofensiva com três atacantes, meia de chegada caso de Lucas Lima, e outro meia adaptado à função de volante - Zé Rafael -, duas alterações por contusões quebram a versatilidade do treinador Vanderlei Luxemburgo para mudança de panorama tático de sua equipe.

Maike entrou no lugar do lateral-direito Marcos Rocha e Patrick de Paula substituiu Ramires.

Evidente que em desvantagem no placar, a Ponte iria se expor. Foi quando aproveitou a fragilidade de marcação no meio de campo palmeirense para levar a bola ao ataque, considerando-se que o atacante Felipe Saraiva entrou aceso pelo lado esquerdo - no lugar do improdutivo Matheus Anderson - e houve melhora de rendimento de Bruno Rodrigues, invertendo para o lado direito.

Além disso, o centroavante Roger recuou para ajudar na organização de jogadas, e em uma delas, de calcanhar, colocou o volante Bruno Reis em condições de empatar a partida, mas o chute foi pra fora.

Claro estava que o Palmeiras precisaria reforçar sua meiúca com mais um volante, com o natural crescimento da Ponte, como a cabeçada do meia João Paulo, defesa do goleiro Weverton, e Saraiva aproveitando o rebote para acertar o travessão.

BRUNO HENRIQUE

Todavia, era natural o receio de Luxemburgo em mexer, pois temia outra lesão. Assim, postergou queimar a terceira alteração. Só fez isso com a entrada do volante Bruno Henrique no lugar de Luiz Adriano, aos 25 minutos.

Foi quando o Palmeiras reequilibrou a partida por cerca de mais dez minutos, mas o evidente cansaço de Lucas Lima, que sequer ajudava na marcação, provocava sobrecarga no setor.

Disso a Ponte se aproveitou para levar a bola ao ataque, mas só criou embaraço aos 45 minutos quando João Paulo ficou de frente para o gol, mas permitiu defesa de Weverton.

EXPULSÕES

Lamenta-se a provocação do atacante palmeirense Dudu sobre João Paulo, que culminou com expulsões de ambos.

Cobra-se rendimento aceitável do polivalente Apodi, que mesmo no retorno à lateral-direita ainda não convenceu.

Taticamente, atacantes de beirada da Ponte precisam ser trabalhados pra fecharem por dentro na recomposição, e assim deixarem o time mais compactado na marcação.

De qualquer forma, foi o primeiro alento de progresso do time pontepretano, e isso cria expectativa ao seu torcedor nas rodadas subsequentes do Campeonato Paulista.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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