Evitem copiar o saudoso repórter Bolinha, que sempre enxergava dois pênaltis por jogo

Bolinha tinha uma coisa em comum: em média conseguia enxergar dois pênaltis por jogos favoráveis aos clubes de Campinas

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Saudoso repórter Bolinha chegou a Campinas, procedente de Piracicaba, em 1979, identificado à época como Domingos de Almeida Costa.

Chegou para defender o prefixo da antiga Rádio Educadora AM-Campinas, transformada posteriormente em Rádio Bandeirantes, na função de setorista da Ponte Preta.

Por imposição de dirigentes da Ponte foi obrigado a deixar a cobertura do clube, e quando voltou à cidade, tempos depois, foi trabalhar na Rádio Central, já como setorista do Guarani, e identificado como Almeida Neto.

OLHO NO LANCE !
Quer nos trabalhos em jogos de Ponte Preta, quer em jogos do Guarani, Bolinha tinha uma coisa em comum: em média conseguia enxergar dois pênaltis por jogos favoráveis aos clubes campineiros, coisa que apenas os olhos dele e de alguns torcedores sem a devida racionalidade conseguiam enxergar.

Ponte reclamou de vários pênaltis contra o Palmeiras
Ponte reclamou de vários pênaltis contra o Palmeiras

Pois o bondoso Bolinha se foi há algum tempo e deixou ensinamento a alguns colegas de mídia de que qualquer esbarrãozinho na área ou bola tocada na mão de adversário dentro da área, mesmo colada ao corpo, o juizão tem por obrigação marcar pênalti.

ÁRBITRO DOUGLAS MARQUES

Esse espírito bairrista foi passado rapidamente ao gramado na derrota da Ponte Preta para o Palmeiras, jogadores e membros da comissão técnica também 'descobriram' pênaltis inexistentes, e destilaram veneno contra o árbitro Douglas Marques das Flores, que teve arbitragem segura ao não assinalá-los.

Aí, dirigentes do clube embarcaram no cenário 'pintado' e formalizaram reclamação à Federação Paulista de Futebol, com pedido de providências.

Incontáveis vezes a Ponte Preta foi descaradamente prejudicada em seus jogos, e energicamente seus dirigentes protestaram.

Daí a procurarem 'pelo em ovo' a distância é enorme.

Portanto, continuem reclamando até contundentemente quando a justificativa for coerente.

Do contrário, há risco de não levarem à sério as próximas reclamações.

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos