Juizão acerta, Corinthians se defende e comemora título paulista

Timão venceu Palmeiras no tempo normal e nas cobranças de pênaltis

por ARIOVALDO IZAC - - - Campinas

Neste título paulista do Corinthians, uma singularidade: o árbitro Marcelo Aparecido de Souza foi o personagem central.

Por que ele e não o goleiro corintiano Cássio, que defendeu dois pênaltis, na extensão do jogo, disputa por esse expediente?

Porque usou sensatez para corrigir o seu erro aos 27 minutos do segundo tempo, quando marcou pênalti do volante corintiano Ralf sobre o atacante palmeirense Dudu.

Na pressão da boleira do Timão, o juizão consultou os seus auxiliares que distinguiram bem o toque na bola do volante, para escanteio. Disso se aproveitou Dudu pra se enrolar nas pernas de Ralf e deixar Marcelo Souza indeciso.

Prevaleceu o bom senso. O juizão voltou atrás, apesar dos protestos dos palmeirenses.

TIMÃO SE DEFENDE

Na vitória do Corinthians por 1 a 0 no tempo normal, e por 4 a 3 nos pênaltis, na tarde deste domingo na Arena Palmeiras, o gol ocorreu no primeiro minuto de jogo, quando o meia-atacante Matheus Vital fez jogada pessoal pela esquerda e rolou a bola para Rodriguinho conferir.

Depois disso o Timão se preocupou em se defender e o Palmeiras atacar, basicamente pela direita, com jogadas pessoais de Dudu e avanços do lateral Marcos Rocha.

Surpreendentemente, o lateral-esquerdo corintiano Sidcley se superou na marcação - seu ponto fraco - e Dudu teve que mudar de lado no segundo tempo, quando providencialmente o treinador Roger, do Palmeiras, colocou mais um driblador em campo - caso de Keno - pra ganhar mais alternativa ofensivas.

Todavia, o Corinthians estava consistente na marcação, e sequer permitiu reais oportunidades ao Palmeiras.

TREINADORES

Do duelo tático dos treinadores, Fábio Carille e Roger Machado, de Corinthians e Palmeiras, se equivocaram.

No Timão, se o meia Jadson não rendia o esperado e havia cansado na metade do segundo tempo, a opção pela entrada do atacante Emerson não serviu para segurar bola no ataque, e ele ainda cometeu falta frontal quase na entrada da área do goleiro Cássio. Por sorte, Marcos Rocha se antecipou a Lucas Lima na cobrança e chutou a bola para fora.

E quando Danilo substituiu Rodriguinho, o meio de campo corintiano ficou ainda menos combativo, mas o Palmeiras, apesar da pressão, não ameaçou.

Claro que o atacante colombiano Bojas destoava em campo, mas como o Palmeiras não corria risco, o prudente seria Roger sacar o meio-campista Moisés, por exemplo, para entrada Deyverson. Entretanto preferiu tirar Bojas.

Outrora dizia-se que decidir campeonato no campo adversário, com pressão de torcida - no caso única - seria fator significativamente adverso.

Pelo visto esse tabu caiu por terra. De que adiantaram 41.227 palmeirenses empurrando o time?

ARIOVALDO IZAC - -
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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