Jogadores do São Caetano relembram 20 anos do acesso na Série C

Cruciais, Marcio Griggio e Marquinhos Pitbull recordam campanha realizada pelo Azulão na Série C

por Agência Futebol Interior

São Caetano do Sul, SP, 06 (AFI) - A temporada de 1998 é, com certeza, uma das principais na história do São Caetano. Após conquistar o título da Série A-3 do Campeonato Paulista no primeiro semestre, o Azulão tinha novo desafio pela frente naquela temporada: disputar pela primeira vez uma divisão do Brasileiro.

Missão que foi muito bem executada pelo elenco dirigido porLuiz Carlos Ferreira que, há exatos 20, venceu o Avaí, por 1 a 0, no Anacleto Campanella, em confronto válido pela fase decisiva do nacional.

REGULAMENTO
A terceira divisão do Brasileiro possuía 66 times divididos em 11 grupos compostos por seis equipes. Os três melhores avançaram para disputar a segunda fase em formato de mata-mata, assim como ocorreu também na terceira e quarta etapa do campeonato.

Por fim, sobraram apenas quatro agremiações. Estas se enfrentaram no quadrangular final em que o primeiro colocado foi o campeão com direito ao acesso, condição assegurada também ao segundo lugar.

(Foto: Fabrício Cortinove)
(Foto: Fabrício Cortinove)

FAMÍLIA
Já contando com nomes que permaneciam no clube para as próximas e vitoriosas campanhas, como Silvio Luiz, Dininho, Magrão e Adhemar, o time do ABC teve desempenho exemplar na disputa do nacional. Em 22 partidas, o São Caetano venceu 15, empatou cinco e perdeu apenas dois compromissos.

Autor do gol que garantiu o acesso azulino contra o Avaí, Marcio Griggio chegou no São Caetano na própria temporada de 1998. Tempo suficiente para presenciar um ambiente que faria a diferença pelas ambições do clube.

“O time era muito unido, uma família realmente. Tenho até saudade quando converso com jogadores da época. A gente se desafiava, desafiava a nossa própria capacidade. Nós sabíamos que poderíamos ser campeões ou conquistar o acesso. Mas a união foi o que ficou marcado mesmo. Um cuidava do outro, não precisava o treinador nos cobrar. Isso fez a diferença”, afirmou.

Com opinião parecida, o artilheiro da equipe naquele campeonato e hoje treinador do Sub-17 do São Caetano, Marquinhos Pitbull, enalteceu o ambiente familiar que havia se formado no grupo dirigido por Luiz Carlos Ferreira.

“Cheguei ao São Caetano em maio de 1998. E esse ano ficou marcado pelas conquistas, pois o ambiente era maravilhoso. A gente conversava, trocava ideias, mas tinha um objetivo. O ambiente era gostoso e nos fazia ter vontade de ir para o campo trabalhar”, recordou Pitbull, autor de sete gols naquela campanha.

JOGO DO ACESSO
No dia 6 de dezembro de 1998, o Azulão recebeu o Avaí no Anacleto Campanella. Precisando da vitória para assegurar o acesso, a motivação era total pela conquista do resultado positivo.

“A gente precisava ganhar para subir. Tinha uma pressão muito grande, o estádio estava cheio e a gente forçando o jogo. Até que em lance de bola parada, o Táxi cobrou falta e marquei de cabeça. Foi uma alegria muito grande, pois o torcedor veio e nos incentivou o tempo todo. Toda a energia que sentimos no momento junto com o suporte da direção, nos ajudou naquele campeonato. Dificilmente não iríamos subir desta forma”, recordou Marcio Griggio, que hoje comanda o Sub-20 do Pequeno Gigante.

Com a vitória pelo placar mínimo, o Azulão superou a concorrência de equipes como Itabaiana e Anapolina. Garantindo assim a vaga na Série B do Brasileiro ao lado do Avaí, campeão daquela disputa.

Escalação do São Caetano contra o Avaí:

Sílvio Luiz; Edivan, Biluca, Dininho e Marcão (Leandro); Bigu, Odair, Magrão (Assis) e Marcio Griggio; Táxi e Marquinhos Pitbull (Silvinho)

Técnico: Luiz Carlos Ferreira

 
 
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