LUTO! Morre ex-homem forte do futebol do São Bento

O corpo foi velado na Ofebas e nesta segunda-feira, às 9 horas, aconteceu seu sepultamento no cemitério da Saudade

por Rivail Oliveira

Sorocaba, SP, 30 (AFI) - Faleceu no último domingo, José Juca Paes (foto),aos 71 anos, que por muitos anos foi o homem forte do futebol do Esporte Clube São Bento. Ele tinha problemas de saúde que se agravaram e levaram ao seu falecimento. O corpo foi velado na Ofebas e nesta segunda-feira, às 9 horas, aconteceu seu sepultamento no cemitério da Saudade, segundo informações do site Esportivo Regional

Polêmico, extrovertido, amigo dos jogadores e de relacionamento extremamente fácil com todos, Juca Paes comandou o futebol do Azulão inicialmente nos anos de 1964 e 1965, como lembrou o ex-secretário do clube, Nilton Belo, conhecido como uma das “enciclopédias” da cidade quando o assunto é São Bento.

Segundo Nilton, Juca Paes voltou ao clube entre 1969 e 1970 num colegiado formado por notáveis empresários sorocabanos, como o Comendador Alfredo Metitidieri (que mais tarde seria o presidente da Federação Paulista de Futebol), e os empreendedores, Luiz Calvo Ramires, Miton Muraro, Flávio Chaves, Benedito Pagliato e Elias Antonio José.

”O Juca Paes era uma pessoa extremamente bem relacionada e tinha um ótimo contato com os dirigentes de todos os clubes e da Federação Paulista de Futebol, entre eles o ex-presidente Nabb Abi Chedid”, relata Nilton.

Responsável
Foi Paes que segundo Nilton, contratou para o São Bento nestes anos, o treinador Candido Souto Maior, o Candinho, destaque no futebol brasileiro e internacional anos mais tarde. Paes se despediu do clube, entre os anos de 1980 e 1990.

“Sem duvida era um dirigente com carisma, apaixonado, e como não poderia deixar de ser, polêmico e que fará fará falta ao futebol”, afirmou ao Esportivo Regional.

Causos do ex-dirigente
Um dos causos mais conhecidos de Juca Paes, de acordo com o jornal Cruzeiro do Sul, foi à troca do lateral esquerdo do São Bento, Batata, pelo atacante Cremilson, zagueiro Nilson Andrade e o lateral Dodô em 1983. Nunca ninguém entendeu como um jogador mediano foi trocado por três bem acima da média.

Essa é apenas uma história que fica sem explicação. Outra é o que ele estava fazendo com o árbitro Dulcídio Wanderlei Boschilla (já falecido) na final do polêmico jogo da decisão do Campeonato Paulista de 1977 que tirou o Corinthians de uma fila de 23 anos sem título.

Há outras histórias, como a que fizeram com que muitos o chamassem de “Capitão” e uma outra em que ele teria se vestido com roupa de padre. Todas essas alegrias foram lembradas por amigos, ontem, durante o seu velório na Ofebas. Um dia de luto para os apaixonados pelo esporte mais popular de Sorocaba.