Série B: Guarani faz limpeza geral e demite todo departamento de futebol

Roberto Fonseca, Fumagalli, Marcus Vinícius Beck e Gabriel Remédio deixaram o clube

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 21 (AFI) - O presidente Palmeron Mendes Filho, que está prestes a sofrer impeachment, continua tentando responsabilizar profissionais do futebol pelo fracasso do Guarani no Campeonato Brasileiro da Série B.

Na tarde desta quarta-feira, o ídolo e superintendente de futebol Fumagalli, o executivo de futebol Marcus Vinícius Beck, o coordenador de futebol Gabriel Remédio e o técnico Roberto Fonseca foram demitidos por Palmeron. A informação foi dada em primeira mão pelo Portal Futebol Interior.

O atual time bugrino foi montado por Palmeron Mendes Filho, Ricardo Moisés e Assis Eurípedes, todos sob orientação de Lucas Andrino, do Grupo Magnum.

O Futebol Interior foi contactado pela assessoria de Lucas Andrino, que deu sua versão sobre as contratações no clube:

"Quero deixar claro que não participei de nenhuma indicação, quer em jogadores ou no comando técnico da equipe do Guarani, para o atual campeonato que está sendo disputado "

Roberto Fonseca não é mais treinador do Guarani Futebol Clube (Foto: Letícia Martins/Guarani)
Roberto Fonseca não é mais treinador do Guarani Futebol Clube (Foto: Letícia Martins/Guarani)

Na nota oficial publicada no site:

"O Conselho de Administração informa ainda que nos próximos dias analisará a possibilidade de afastamento do Presidente do Conselho de Administração, buscando viabilizar sua defesa administrativa no processo de impeachment".

Caso a saída de Palmeron Mendes Filho seja oficializada, quem assume a presidência do Guarani é Ricardo Moisés, que se tornou vice-presidente após o pedido de afastamento de Assis Eurípedes na semana passada.

AS SAÍDAS
Ídolo bugrino como jogador, Fumagalli foi anunciado como superintendente de futebol em novembro do ano passado e formou o departamento de futebol ao lado de Marcus Vinícius Beck e Gabriel Remédio, que exercia a função de analista de desempenho antes de ser promovido a coordenador de futebol.

O ídolo Fumagalli não é mais o superintendente de futebol do Guarani (Foto: Letícia Martins/Guarani)
O ídolo Fumagalli não é mais o superintendente de futebol do Guarani (Foto: Letícia Martins/Guarani)

Já Roberto Fonseca chegou ao Brinco de Ouro da Princesa no dia 13 de junho para assumir a vaga deixada por Vinícius Eutrópio. Neste período, o Guarani teve duas vitórias (São Bento e Bragantino), dois empates (Sport e Botafogo-SP) e cinco derrotas (CRB, Cuiabá, Ponte Preta, Vila Nova e Operário).

Após a derrota para o Operário, por 1 a 0, em Ponta Grossa, na última terça-feira, Roberto Fonseca já havia dado sinais de insatisfação com a montagem do elenco. Vários nomes indicados por eles não foram contratados e chegaram jogadores que longe das condições físicas ideais.

"Pedimos jogadores. Ainda continuamos trabalhando com jogadores que não deram retorno. Não pode ser leviano. Se não tem condições de contratar, tem que fazer recuperação de outros", disse o treinador, que evitou citar nomes.

SITUAÇÃO DIFÍCIL
O Guarani vem de três derrotas seguidas e amarga a lanterna da Série B, com 13 pontos, quatro a menos que o primeiro time fora da zona de rebaixamento. No domingo, o Bugre tem um confronto direto contra o América-MG, em Belo Horizonte, pela 18ª rodada.