CENTENÁRIO DO GUARANI: Portal FI lista os maiores ídolos da história bugrina

Grandes craques vestiram a camisa do Guarani ao longo dos seus 100 anos de história

por Agência Futebol Interior

Campinas, SP, 31 (AFI) - Ao longo dos 100 anos de história, vários grandes jogadores vestiram a camisa do Guarani. Por isso, seria impossível listar todos aqueles que se tornaram ídolo do Bugre, sobretudo nas primeiras décadas do século XX. Assim, o Portal Futebol Interior lista alguns dos principais ídolos das últimas três décadas.

A década de 70 é considerada a mais vitoriosa da história do clube, uma vez que foi nela que o Guarani conquistou o principal título de sua história, o Campeonato Brasileiro de 78. Daquele time, todos os titulares se tornaram ídolos da torcida, mas alguns deles tiveram uma maior identificação com a torcida, como Neneca, Zenon, Careca e Renato.

Zenon
Natural de Tubarão-SC, Zenon chegou ao Guarani em 1976 de forma discreta, vindo do Avaí. O ex-meia é considerado um dois maiores camisas 10 do time campineiro, e chegou a ser convocado para a seleção brasileira em 78. Zenon deixou o Guarani em 1980 para defender o Al Ahli, da Arábia Saudita, e voltou ao Bugre em 1988, depois de ter jogado no Atlético-MG, Portuguesa e Corinthians. Encerrou a carreira em 1992 no São Bento de Sorocaba.

Neneca
Hélio Miguel, o Neneca, foi fundamental para a conquista do título de 78. Foi a partir de um lançamento do ex-goleiro que Careca marcou o gol do título no segundo jogo da final, contra o Palmeiras. Além do Bugre, ele defendeu também Náutico, Londrina, Bragantino e Fluminense-BA, encerrando a carreira no Votuporanguense.

Careca
Sem dúvida o principal nome da conquista bugrina foi o atacante Careca, que na época tinha somente 17 anos. Autor de gols decisivos, inclusive nas duas partidas finais, ele foi um dos maiores camisas 9 que o futebol brasileiro já produziu. Depois de deixar o Bugre, foi para o São Paulo, onde manchou sua história no time de Campinas ao marcar o gol que deu o título brasileiro ao Tricolor em 86, na decisão contra o Guarani. Vestiu ainda as camisas de Napoli, Kashiwa Reysol-JAP e Santos, e brilhou com a seleção brasileira.

Renato
Outro que foi fundamental na conquista do título nacional foi o meia Renato. Jogador de grande habilidade e visão de jogo, formou uma parceria de sucesso com Zenon. Assim como Careca, se transferiu para o São Paulo no início da década de 80, e atuou também no Botafogo-RJ, Yokohama e Kashiwa Reysol, do Japão, Ponte Preta e Taubaté.

Neto
Maestro do time vice-campeão paulista em 1988, o talentoso meia Neto foi um dos últimos grandes meio-campistas que vestiram a camisa do Guarani. Revelado nas categorias de base do Bugre, fez um gol antológico de bicicleta em plena final de Paulistão, contra o Corinthians, onde posteriormente viria a ser ídolo. Defendeu ainda Bangu, São Paulo, Palmeiras, Santos, Atlético-MG, Matsubara, Araçatuba, Osan-SP, Paulista e Millonarios, da Colômbia.

Ricardo Rocha
Na década seguinte o Guarani manteve a boa fase e conquistou resultados expressivos, como os vice-campeonatos brasileiro em 1986 e 1987 e o vice paulista em 1988. Nessas conquistas, um dos principais destaques foi o zagueiro Ricardo Rocha. Ele chegou ao Bugre sem muito alarde em 1985, vindo do Santa Cruz. Mas com um futebol técnico e de muita qualidade, se tornou um dos principais defensores do futebol brasileiro, chegando até a Seleção. Defendeu ainda Sporting-POR, São Paulo, Real Madrid-ESP, Santos, Vasco, Fluminense, Newell´s Old Boys-ARG e Flamengo.

Amoroso
O meia-atacante Amoroso foi o último grande ídolo do Guarani, que sofre com a carência de grandes jogadores nos últimos anos. Revelado nas categorias de base do time campineiro, comandou a equipe na boa campanha no Campeonato Brasileiro de 94, onde sagrou-se artilheiro com 19 gols. Não tivesse se machucado, o Bugre poderia ter conquistado o bicampeonato nacional. Após deixar o time campineiro, atuou no Flamengo, Udinese-ITA, Verdy Kawasaki-JAP, Parma-ITA, Borussia Dortmund-ALE, Málaga-ESP, São Paulo, Milan-ITA, Grêmio e Corinthians.

Carlos Alberto Silva
O Guarani é um dos poucos clubes que tem como um dos maiores ídolos um treinador. Comandante do time no título de 78, Carlos Alberto Silva está eternizado no coração da torcida bugrina. Depois da conquista com o Bugre, tornou-se um dos treinadores de sucesso do país, e chegou até a comandar a Seleção Brasileira, entre 87 e 88. Brilhou também na Europa, onde dirigiu La Coruña-ESP e Porto-POR, e em grandes clubes brasileiros, como São Paulo, Atlético-MG, Cruzeiro, Palmeiras, Corinthians, entre outros.

Muitos outros grandes jogadores que se tornaram ídolos merecem ser lembrados: Amaral, Júlio César, João Paulo, Evair, Luizão, Djalminha, Gomes, Zé Carlos, Bozó, Capitão, Edson, Mauro, Miranda, Marco Antonio Boiadeiro, Sérgio Néri, Catatau, entre muitos outros.

 
 
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