Catarinense: Volante pega 8 jogos de gancho por agressão e clube perde um mando de jogo

Bruno Silva é suspenso oito jogos por agressão a torcedor e Figueirense perde um mando de jogo por falta de segurança

por Agência Futebol Interior

Florianópolis, SC, 11 (AFI) - O Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina – TJD-SC – condenou de forma unânime, nesta terça-feira à noite, o volante Bruno Silva, do Avaí, com suspensão de oito jogos por dar um chute em direção a um torcedor. A decisão é cabível de recurso.

O Figueirense perdeu um mando de jogo e levou multa de R$ 10 mil, por não dar segurança à partida em sua praça de desporto. A decisão teve que ser desempatada pelo presidente Rafael Franzoni. Já o técnico Márcio Coelho foi punido por um jogo de suspensão por unanimidade dos votos por desrespeito ao árbitro Bráulio Machado.

CONFUSÃO NO SCARPELLI

Momento do chute de Bruno Silva

O julgamento analisou os fatos ocorridos durante a invasão do gramado do estádio Orlando Scarpelli, no clássico em que o Figueirense perdeu por 2 a 0 para o Avaí, no dia 2 de fevereiro pela quarta rodada do Campeonato Catarinense.

Na ocasião, um torcedor invadiu o campo e acabou sendo derrubado pelo goleiro Gledson. Os dois estavam no chão e foram chutados pelo volante Bruno Silva. Após a agressão, outro torcedor invadiu o campo, seguido de várias brigas nas arquibancadas entre os próprios torcedores do Figueirense, mandante do jogo.

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LEGÍTIMA DEFESA ?
Incluso no artigo 254-A do CBDF, sujeito a punição de quatro a 12 jogos, Bruno Silva que alegou insegurança e legítima defesa para dar um chute em direção ao goleiro reserva Gledson e ao torcedor que estavam caídos no chão.

“Com a invasão do torcedor, nós nos sentimos ameaçados. Achei que o Gledson e o torcedor estavam brigando no chão, porque não vi que ele estava imobilizado. Tive a impressão de que o Gledson estava sendo agredido e minha intenção era separar os dois” – alegou o volante, punido por agressão.

Bruno Silva alegou legítima defesa no TJD-SC
Bruno Silva alegou legítima defesa no TJD-SC

GOLEIRO INOCENTA COMPANHEIRO
Além dele, o próprio Gledson atuou como testemunha de defesa, ratificando a posição do companheiro.

“Quando percebi que a intenção do torcedor era agredir, então fui para cima e o imobilizei. O Bruno pensou que a gente estava brigando e entrou para separar. Ele deu um chute que me atingiu, daí eu pedi calma para proteger a todos, nós jogadores e também o torcedor”.