Auge da carreira de Alan foi na Ponte Preta

Auge da carreira de Alan foi na Ponte Preta

por ARIOVALDO IZAC - -

Nos tempos em que a medicina esportiva era precária, lesões plenamente reversíveis inutilizavam atletas do futebol.

Isso aconteceu com o então ponteiro-direito Alan Jackson Martins em 1971, após apenas quatro meses de Vasco da Gama. O choque com o ponteiro-esquerdo Piau, da Portuguesa, foi fatal para o joelho dele. Encurtou-lhe a carreira aos 24 anos de idade.

Na prática, a camisa sete da Ponte Preta foi preponderante para que o Vasco o contratasse, após pouco mais de três anos no futebol campineiro.

ESTREIA NA PONTE

E não se pode dizer que o São Paulo bobeou ao liberá-lo à Ponte Preta em 1967. À época ele era jogador razoável às exigências de um grande clube, e isso ficou ratificado ao estrear no time pontepretano dia 18 de agosto, no empate sem gol com o São Carlos, em Campinas. A equipe era formada por Wilson Quiqueto; Nelsinho Baptista, Samuel, Geraldo Spana e Santos; Sérgio Moraes e Nenê; Alan, Dicá, Manfrini e Adilson Preguinho.

Paradoxalmente, a base daquele time foi mantida no acesso à divisão principal paulista em 1969. Araújo entrou na quarta-zaga. Teodoro e Roberto Pinto formaram a dupla de meio de campo, e Djair o centroavante, mas com Manfrini entrando sempre em qualquer posição do ataque no segundo tempo.

CARAVANAS

À época, torcedores pontepretanos participavam de caravanas ‘monstruosas’ ao Estádio Palestra Itália, do Palmeiras, para acompanhar jogos de seu clube no quadrangular decisivo.

Foram vitórias sobre Linense (3 a 1) e Noroeste (3 a 0); derrota para a Francana por 3 a 1, no dia 31 de outubro.

Em 1968, por exemplo, a Ponte apostou em medalhões e trouxe o ponteiro-direito Nicanor de Carvalho, implicando em reserva para Alan.

O empréstimo de três meses ao São Bento, no ano seguinte, abriu espaço para a chegada de Joãozinho Guedes, do Guarani. Todavia, no retorno, Alan reassumiu a posição.

AUGE NA CARREIRA

E foi naquela divisão de acesso que o futebol de driblador, com característica de fechar em diagonal, colocou Alan no auge da carreira.

Além de colocar companheiros na ‘cara’ do gol, também sabia completar jogadas.

Em novembro ele vai completar 72 anos de idade e está radicado em Osasco-SP, onde nasceu.

 
 
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