Japão desiste da candidatura para ser sede do Mundial Feminino de futebol de 2023

A Fifa vai anunciar nesta quinta-feira o país organizador do Mundial Feminino de 2023

por Agência Estado

São Paulo, SP, 22 - A Associação Japonesa de Futebol (JFA, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira que retirou a sua candidatura para ser sede do Mundial Feminino de futebol de 2023, o que abre caminho à vitória da proposta conjunta de Austrália e Nova Zelândia, que agora só tem a Colômbia como adversária da eleição da Fifa que acontecerá de forma virtual nesta quinta.

"Decidimos retirar a nossa candidatura à organização do Mundial Feminino de 2023. Não poderia estar mais desiludido por ter sido forçado a tomar esta difícil decisão", revelou o presidente da federação japonesa, Kozo Tashima, através de uma entrevista por videoconferência.

A retirada dos japoneses da corrida deverá facilitar a atribuição da organização do torneio à candidatura conjunta de Austrália e Nova Zelândia, que recebeu a nota mais alta nos critérios de avaliação da Fifa, com 4,1 pontos (em um total de cinco), à frente do Japão (3,9) e da Colômbia (2,8).

A Fifa vai anunciar nesta quinta-feira o país organizador do Mundial Feminino de 2023, em um momento no qual as principais competições esportivas estão sendo muito afetadas pela pandemia do novo coronavírus.

Japão não receberá mais o mundial feminino
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APOIO À COLÔMBIA
Fora da disputa por não ter recebido as garantias do governo federal, uma das exigências da Fifa, a CBF anunciou no último dia 8 a desistência de sua candidatura e revelou que passará a apoiar a Colômbia.

"A CBF decidiu retirar a candidatura brasileira e apoiar a Colômbia na disputa para a sede da Copa do Mundo Feminina 2023. Desta forma, a Conmebol se apresenta com uma candidatura única, aumentando as chances sul-americanas na votação, além de reforçar a unidade que marca a atual gestão da entidade", disse.

A CBF também lembrou que o Brasil tem recebido vários eventos esportivos nos últimos anos - como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio-2016 -, avaliando que isso diminuiria as suas chances de ser escolhido para sediar a próxima edição do Mundial Feminino.