Contratações equivocadas, com a ingerência de empresários

Tanto Ponte Preta, como Guarani erraram demais em contratações nos últimos tempos. É preciso ter mais critério e cuidado com o dinheiro do clube.

Parceiro bugrino Profeta da Tribo elencou erros em quantidade do executivo de futebol Michel Alves, do Guarani, sem que ele seja cobrado.

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Por: ARIOVALDO IZAC - -, 13/05/2022

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Macaca errou em contratações no 1.º trimestre. (Foto: Álvaro Jr./Ponte Press)

Campinas, SP, 12 (AFI) – Blog do Ari – Quem se dispuser a abordar o pré-jogo Ponte Preta e Novorizontino, fique à vontade.

Nosso debate, agora, prende-se a erros de baciada em contratações quer de Ponte Preta, quer de Guarani.

Isso sugere discussão de parceiros na seção de comentários do blog (clique aqui!)

Como os clubes de Campinas não são Sociedade Anônima, erra-se bastante e não acontece absolutamente com os culpados, casos de executivos de futebol e coordenadores com direito às indicações. Tudo com participação dos coniventes cartolas.

Parceiro bugrino Profeta da Tribo elencou erros em quantidade do executivo de futebol Michel Alves, do Guarani, sem que ele seja duramente cobrado.

Falou dos zagueiros Ernando, Leandro Castan, Derlan; volante Madison e atacantes Yago, Ronald, Venuto.

Contratação de Leandro Castán foi pedra cantada aqui. Desconsideram que ele teve atuações irregulares na temporada passada pelo Vasco. Pecou excessivamente pela lentidão, mas fizeram questão de contrariar a lógica e o trouxeram.

Na Ponte Preta, o ex-presidente Sebastião Arcanjo entregou o futebol a um superintendente desconhecido, Alarcon Pacheco, que errou demais, com reflexo neste ano.

EBERLIN

Não bastasse isso, desatualizado do futebol, o atual presidente Marco Eberlin engoliu contratações equivocadas, que refletiram em elenco inchado e enorme prejuízo ao clube.

Jogadores teoricamente disponíveis seriam os zagueiros Cleylton e Fabrício, volantes Moisés Ribeiro e Matheus Jesus, meias Fessin, Matheus Anjos e João Pedro; e atacantes Josiel, Luiz Fernando e Pedro Júnior. Parece que melhorou antes da Série B.

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Nicolas Careca nenhum gol pelo Guarani (Foto: Thomaz Marostegan/Guarani FC)

INTRUSO

Essa seria uma análise racional se não tivesse intruso neste meio: empresário de futebol.

Como faz o leva e trás de jogadores aos clubes, da mesma forma que ajuda no encaminhamento daqueles colocados em disponibilidade, também traz os ‘meia boca’, e cartolas engolem isso, contrariando antigos costumes nos bastidores.

Pior é que tanto aqui como acolá, a ingerência do empresário vai além de empurrar jogadores a clubes. Por vezes ordenam escalações.

A desconfiança é notória quando se constata que alguns atletas, reconhecidamente sem condições, ainda ganham vaga durante transcorrer de jogos.

PARCEIROS

Enquanto gente remunerada pra fazer o serviço bem feito em contratações escorrega, parceiros do blog acompanham jogos televisionados por esse Brasil afora e são testemunhas de jogadores que se destacam.

Parceiro Léo Paraná descobriu que o Fluminense do Piauí conta com um centroavante chamado Mário Sérgio, segundo ele goleador. É o maior artilheiro do Brasil no momento.

Conferir informações como essa seria coisa indispensável para os homens do futebol dos clubes campineiros, mesmo que o atleta já tenha empresário.

E você acha que isso vai ocorrer?

No início de fevereiro, quando vi o atacante Erick se destacar no Ypiranga de Erechin (RS), cravei aqui que seria jogador contratável para os clubes de Campinas.

E a cartolada nem ‘tium’, expressão que os antigos usavam pra dizer ‘nem aí’

Pois o Ypiranga chegou à final do Gauchão dois meses depois, Erick ratificou boas performances e o Vasco o contratou.

Também neste espaço alertei a cartolada pra ficar de olho no centroavante Erison, que conseguia se destacar mesmo atuando no fraco e rebaixado Brasil de Pelotas.

E mais: com o XV de Piracicaba como detentor dos direitos econômicos do atleta.

Adiantou?

Absolutamente nada.

Aí o Botafogo (RJ) buscou o atleta, que domingo passado marcou o gol na vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo.

CRICIÚMA

Enquanto são raros zagueiros dos elencos de Guarani e Ponte Preta que se salvam, o Criciúma gasta menos pra montar dupla de zaga mais qualificada de que os clubes campineiros.

Apesar dos 35 anos de idade, o central Rodrigo tem vitalidade física de dar inveja. Desarma e sabe sair jogando com rapidez.

O parceiro da dupla, Zé Marcos, 24 anos, com passagem por Avaí, na Sérvia e Montenegro, tem velocidade e pauta-se pela regularidade.

Diante dos fatos, é preciso séria reflexão sobre os homens que dão as cartas no futebol em Campinas.

Se serve, serve; se não serve, um abraço.

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