Eficiência faz a Ponte Preta golear e avançar na Copinha

Equipe pontepretana aplicou goleada por 3 a 0 no Paraná

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Eficiência. Essa é a melhor fórmula para definir a goleada que a Ponte Preta aplicou sobre o Paraná por 3 a 0, pela Copa São Paulo de Júnior, na noite desta quinta-feira em Marília, no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal.

Eficiência não significa brilhantismo. Enquanto o Paraná optou por estilo extremamente arrojado, desguarnecendo a sua defesa, a Ponte soube inicialmente se defender, e, a partir daí, jogar no erro do adversário.

Apesar do efeito lógico de nova goleada na competição, é prudente que o torcedor pontepretanos não se iluda sobre montagem de um time com várias revelações, com boleiros bem acima da média, e que sejam a salvação da lavoura nos próximos anos.

GOLEIRO

Há sim alguns jogadores que podem se projetar como o goleiro Rodrigo, de bom porte, boa colocação, e elasticidade na prática de defesas difíceis.

Como a Ponte se aplicou taticamente, de forma a fechar bem os espaços defensivos do adversário, é temeroso transferir aos zagueiros atuações irreparáveis.

Todavia, tem-se que acentuar a atuação segura do central Gustavo, sem falha ao longo da partida.

Rasgaram elogios por aí para o lateral-direito Émerson, mas como teve atribuição quase que exclusiva de marcação, o jeito é aguardar novas partidas para que se possa conferir as suas incursões ofensivas.

O meia Rai é um rápido condutor de bola e teve participação ativa no primeiro e terceiro gol.

De Aaron, que muito se falou, tecnicamente esteve aquém das expectativas.

Técnico Leandro Zago é quem dirige a Ponte Preta na Copa SP
Técnico Leandro Zago é quem dirige a Ponte Preta na Copa SP
ARTILHEIRO

Há um dito que conhece-se o artilheiro quando ele anda sumido do jogo e, na única chance real, sabe conferir.

Pois isso aconteceu com o garoto Yuri, que aproveitou a sobra de bola espirrada e marcou o segundo pontepretano.

A rigor, o Paraná cometeu falha nos três gols sofridos.

No primeiro deixou o setor defensivo descoberto, sem a sobra. Foram três contra três, em contra-ataque em velocidade puxado pelo meia pontepretano Rai.

E antes do cruzamento, da direita, precipitadamente o goleiro Hugo foi ao encontro da bola. Assim, deixou o gol vazio, e na disputa direta com um defensor paranaense, Thiaguinho levou vantagem aos 14 minutos do primeiro tempo.

No segundo gol, aos 10 minutos do segundo tempo, o goleiro Hugo calculou mal o tempo da bola lançada para Thiaguinho, novamente deixou o gol descoberto, e Yuri soube finalizar.

Já o terceiro gol foi provocado por preciosismo de um dos jogadores paranaenses que tentou sair jogando, perdeu a bola, e Raí conferiu aos 15 minutos, ocasião em que a Ponte Preta já havia perdido Thiaguinho, expulso de campo.

ALLISSON

Gente, o Paraná está com uma pedra preciosíssima nesse time de juniores. Que baita meia é esse garoto Allison. Ele alia habilidade, velocidade e reflexo rápido para dinamizar as jogadas.

E mais: inteligente, quando percebeu que a Ponte havia congestionado o miolo defensivo, habilmente passou a ocupar o espaço pelo lado direito, e ali participou de jogadas individuais criando situações embaraçosas à Ponte Preta.

Faltou a ele companhia adequada para que as jogadas fossem traduzidas em gols. E quando os lances foram bem completados, o goleiro Rodrigo, da Ponte, foi uma muralha.

Mesmo jovem, eis aí um meia que cairia como luva no time principal da Ponte Preta. Pensem nisso senhores cartolas.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos