Sem o Majestoso e com ingresso a R$ 100: a distância que agrava o isolamento da Ponte Preta
Recuperação do gramado mantém a equipe longe de Campinas, enquanto chuvas dificultam uma previsão de retorno
Público de apenas 352 pessoas em Indaiatuba expõe o desafio de preservar a ligação com a torcida
Campinas, SP, 15 (AFI) – O rebaixamento não é a única distância que a Ponte Preta terá de enfrentar nesta reta final de temporada. Sem condições de voltar imediatamente ao Moisés Lucarelli, a equipe continua mandando partidas em Indaiatuba e precisa lidar com um problema que o resultado do campeonato não encerra: manter o torcedor próximo em meio à crise.
O confronto com o Atlético-GO, nesta sexta-feira (16), às 19h30, está confirmado para o estádio Ítalo Mário Limongi. O Majestoso passa por recuperação do gramado, e as chuvas dificultam o trabalho e a definição de uma data segura para a retomada dos jogos.
Não há confirmação de que a Ponte ficará fora de Campinas até o encerramento do ano. Existe, porém, uma incerteza que se prolonga justamente quando o clube atravessa um de seus momentos esportivos mais difíceis.
O TAMANHO DO AFASTAMENTO
A partida contra o Juventude, disputada em 6 de outubro, ajuda a dimensionar o cenário: somente 352 torcedores acompanharam a derrota por 2 a 0 em Indaiatuba.
O número não permite atribuir a baixa presença a uma única causa. Campanha, horário, preço, deslocamento e perda do vínculo com o estádio habitual podem influenciar a decisão de comparecer. A combinação desses fatores, entretanto, impõe uma dificuldade concreta à relação entre clube e arquibancada.
Para o encontro com o Atlético-GO, foi mantido o ingresso de R$ 100 para a arquibancada descoberta. A cobrança acrescenta uma barreira a quem já precisa sair de Campinas para acompanhar um time matematicamente rebaixado.
O custo da ida ao estádio também envolve transporte e tempo. Para o torcedor, acompanhar um jogo fora da cidade altera uma rotina que, no Majestoso, pode fazer parte da vida familiar há décadas.
O RETORNO AINDA DEPENDE DO GRAMADO
A Ponte também solicitou a realização do duelo com o Fortaleza, previsto para 24 de outubro, em Indaiatuba. A mudança, contudo, depende de confirmação. A equipe ainda terá o Operário-PR como último adversário em casa na competição.
A necessidade de preservar e recuperar o gramado é uma questão operacional. Seu efeito esportivo e afetivo é mais amplo: o clube deixa de atuar no espaço em que sua torcida construiu hábitos, referências e uma relação de pertencimento.
Não é possível afirmar que o Moisés Lucarelli, sozinho, mudaria o destino da equipe na Série B. Mas a reconstrução exigirá recuperar essa proximidade. Antes de discutir como voltar a vencer, a Ponte também precisa oferecer ao torcedor motivos e condições para voltar a estar presente.





































































































































