Quem fica para reconstruir? Contratos colocam a Ponte Preta diante de decisões antes do fim da Série B
Elenco reúne vínculos curtos, jogadores emprestados e contratos que alcançam o próximo Estadual
Com o rebaixamento confirmado, a formação do grupo de 2027 já exige atenção.
Campinas, SP, 15 (AFI) – A Ponte Preta ainda tem cinco partidas para disputar na Série B, mas parte de seu próximo campeonato começa a ser decidida fora de campo. Rebaixada, a equipe precisa avaliar quem pode participar da reconstrução de 2027 antes que o encerramento dos contratos imponha uma nova reformulação.
A derrota por 5 a 1 para o Novorizontino ampliou o desgaste de uma campanha que chegou à 33ª rodada com apenas 13 pontos. O problema para a próxima temporada, porém, ultrapassa a necessidade de contratar jogadores: envolve decidir quais vínculos merecem continuidade, quais negociações precisam ser abertas e quanto da estrutura atual faz sentido preservar.
O elenco reúne situações diferentes. Há atletas contratados somente para o encerramento da Série B, jogadores cedidos por outros clubes e pelo menos um reforço recente com compromisso que alcança o término do próximo Campeonato Paulista.
PRAZOS DIFERENTES, DECISÕES CONECTADAS
Danilo Peu exemplifica a urgência dessas definições. Contratado após deixar o Paysandu, o atacante foi anunciado pela própria Ponte com vínculo até o fim da Série B de 2026. Autor do gol alvinegro na goleada sofrida em Novo Horizonte, ele está entre os jogadores cuja permanência exigirá uma nova negociação.
O lateral-esquerdo Jota, contratado após passagem pela Portuguesa Santista, tem situação distinta: seu compromisso foi firmado até 30 de abril de 2027. O prazo alcança o Estadual, competição que será uma das primeiras etapas da tentativa de recuperação da Macaca.
Outros cinco reforços chegaram por empréstimo do Boavista-RJ, com contratos até 10 de dezembro de 2026. A eventual continuidade desse grupo depende de entendimentos que envolvem também o clube de origem.
| Jogador | Posição | Prazo divulgado na contratação |
|---|---|---|
| Danilo Peu | Atacante | Até o encerramento da Série B de 2026 |
| Jota | Lateral-esquerdo | 30 de abril de 2027 |
| Felipe Di Mauro | Lateral-direito | 10 de dezembro de 2026 |
| Gabriel Caran | Zagueiro | 10 de dezembro de 2026 |
| Karl | Volante | 10 de dezembro de 2026 |
| Dênis Borges | Meia | 10 de dezembro de 2026 |
| Manu Ferreira | Meia/atacante | 10 de dezembro de 2026 |
O levantamento reúne esses casos específicos e não representa a relação completa de contratos do elenco. O vencimento próximo também não significa saída confirmada: abre uma necessidade de negociação.
RECONSTRUÇÃO EXIGE MAIS QUE UMA LISTA DE DISPENSAS
A Ponte terá a Série A2 paulista e a Série C brasileira no horizonte de 2027. São objetivos que exigem um elenco compatível com a realidade financeira e com a responsabilidade de recuperar posições perdidas nesta temporada.
Nesse processo, a avaliação individual precisa considerar o rendimento e a possibilidade de evolução, além do resultado coletivo. Preservar jogadores apenas por já estarem no clube pode prolongar problemas; desmontar toda a equipe também cobra um preço de adaptação.
As partidas restantes oferecem uma oportunidade de observação, embora não resolvam sozinhas essas escolhas. Para uma Ponte que já conhece seu destino no campeonato, transformar o fim de 2026 em informação útil para 2027 é uma das poucas tarefas que ainda podem produzir algum ganho.





































































































































