Partida horrorosa na quarta derrota consecutiva do Guarani

Em jogo fraco, Brasil de Pelotas vence por 1 a 0 com gol de Lincol

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Horror dos horrores. Assim foi o Guarani na derrota por 1 a 0 para o Brasil, na noite desta sexta-feira em Pelotas (RS). Foi a quarta derrota consecutiva dele neste Campeonato Brasileiro da Série B.

Tape os ouvidos quando alguém dizer que o Guarani demorou para se adaptar ao gramado encharcado e por isso não correspondeu.

Tecnicamente o time bugrino foi sofrível, apesar da leve melhora de rendimento durante o segundo tempo, período que resultou em decréscimo até de produção física do Brasil, que havia corrido muito no primeiro tempo.

Pra não dizer que o Guarani não construiu uma jogada seque em que a bola rondasse o interior da área do goleiro Marcelo Pitol, do Brasil, o volante Richarlyson investiu pelo lado esquerdo, cruzou a bola no chão, que percorreu sobre toda extensão da pequena área, sem que aparece um companheiro para a conclusão.

LONGA DISTÂNCIA

Afora isso, apenas finalizações de fora da área para explorar a bola lisa, porque havia chovido bastante em Pelotas. E desses arremates, apenas um, de Betinho, assustou. A bola quicou e quase enganou o goleiro Pitol, que rebateu com o ombro.

No mais, coloque tudo na base de chuveirinhos e ligações diretas ao ataque, com predominância dos defensores do time gaúcho.

Eta joguinho ruim! Além do hábil Marcinho, que cansou na metade do segundo tempo, e o lampejo do atacante Misael na jogada que resultou no gol da vitória aos 37 minutos do segundo tempo, coloque na conta do Brasil apenas voluntariedade e apetite para ganhar o jogo.

A rigor, mais uma vez Jussani foi fintado dentro da área e evitou cometer pênalti sobre o rápido Misael, que, no desdobramento do lance, serviu Lincom em condições de concluir. E mesmo demorando para o arremate, o atacante teve sorte de a bola, após rebatida pelo goleiro Leandro Santos, ter tocado na canela dele e entrado.

DESFALQUES

Cabe ao torcedor bugrino também reconhecer que o time atuou com vários desfalques.

Ainda em recuperação, o zagueiro Éwerton Páscoa ficou na reserva, enquanto Willian Rocha sequer pode ser relacionado.

Como Genílson estava suspenso, a escalação do quarto-zagueiro Léo Rigo foi uma temeridade pela insegurança.

O lateral-direito Kelvin frustrou a expectativa porque marcou mal e não atacou.

Lenon ainda não se readaptou à função de volante e ficou perdido durante o primeiro tempo, melhorando um pouco depois.

LUIZ FERNANDO E FUMAGALLI

Com esses desarranjos e atuação apagadíssima do meia Luiz Fernando, o que esperar de prático da equipe bugrina?

Se já não se conta com Fumagalli mesmo com o campo em condições normais, o dirá em estado pesado como se encontrava? Não pegou na bola.

Por isso, não critiquem os centroavantes Eliandro e Renteria, se revezaram na função, pois dependem de abastecimento de companheiros.

Como já se sabia, o meia-atacante Bruno Nazário faz uma falta tremenda no time do Guarani. Por isso o torcedor espera que possa retornar à equipe diante do Santa Cruz, em Campinas.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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