Guarani teme vácuo de poder após suspensão de eleição

A decisão judicial, proferida pela juíza Ana Lia Beall, não especificou quem deve responder legalmente pela instituição até o julgamento

O temor central é a criação de um "vácuo de poder" que pode travar o funcionamento básico do Guarani

Guarani teme vacuo administrativo
Rômulo Amaro (esquerda), presidente do Guarani, foi deposto do cargo - Foto: Raphael Silvestre / Guarani FC

Campinas, SP, 16 (AFI) – O bastidor do Guarani vive momentos de tensão e incerteza jurídica. Após a decisão liminar da 11ª Vara Cível de Campinas, que suspendeu o resultado das eleições e a posse dos novos conselhos, a atual diretoria manifestou profunda preocupação com a paralisia administrativa do clube.

O temor central é a criação de um “vácuo de poder” que pode travar o funcionamento básico do Bugre, desde o pagamento de contas até a gestão do departamento de futebol.

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VÁCUO ADMINISTRATIVO?

A decisão judicial, proferida pela juíza Ana Lia Beall, não especificou quem deve responder legalmente pela instituição até o julgamento do mérito. Para os dirigentes, essa lacuna impede o reconhecimento de assinaturas em contratos e pode inviabilizar a regularização de novos atletas e a manutenção de vínculos vigentes.

O clube busca agora um esclarecimento urgente da Justiça para definir quem possui validade jurídica para representar o Guarani e evitar o colapso das rotinas operacionais no Brinco de Ouro.

CONTESTAÇÃO DA ELEIÇÃO

Além da preocupação com a gestão, a diretoria contesta os fundamentos da liminar que anulou a Assembleia Geral responsável por impugnar a chapa de oposição “Meu Bugre Forte”.

O argumento interno é de que o Estatuto do clube permite o voto aberto para julgamento de recursos, sendo o sigilo obrigatório apenas para a eleição dos cargos. A cúpula bugrina defende ainda a soberania da Assembleia, que teria autonomia para reformar decisões da Comissão Eleitoral.

TORCIDA ORGANIZADA ACENDE ALERTA

A judicialização do processo eleitoral gerou forte reação da Fúria Independente. Em nota oficial, a principal torcida organizada do clube repudiou a disputa jurídica, alegando que interesses pessoais estão sendo colocados acima do bem comum.

O grupo alertou que o clima de instabilidade afasta investidores e prejudica o projeto de transformação do Guarani em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

“Repudiamos veementemente a tentativa espúria de se tomar o poder por via não democrática, bem como a inconsequência de medidas capazes de trazer profundos prejuízos administrativos. A nação bugrina não suporta mais o cenário catastrófico vivido nos últimos anos”, diz trecho da nota da torcida.

OLHO NO CAMPO

Enquanto o departamento jurídico tenta resolver o impasse nos tribunais, o elenco tenta se manter alheio às polêmicas. O Guarani volta a campo neste domingo (19), às 16h30, para enfrentar o Itabaiana pela terceira rodada da Série C.

Com quatro pontos conquistados em seis possíveis, o time busca manter o bom início na competição nacional para dar um pouco de tranquilidade ao torcedor em meio ao conturbado cenário político administrativo.

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