Eleição de Rômulo Amaro é anulada no Guarani

A decisão foi tomada na noite de quarta-feira (15), por Ana Lia Beall, juíza da 11ª Vara Cível de Campinas

Diante da situação, caso a decisão não seja revertida nos tribunais, será necessário realizar um novo pleito para decidir a diretoria executiva do Bugre

Romulo Amaro
Rômulo Amaro e mebros da chapa "Avante Meu Bugre" - Foto: Raphael Silvestre/ Guarani FC

Campinas, SP, 15 (AFI) – Na noite desta quarta-feira, por decisão de Ana Lia Beall, juíza da 11ª Vara Cível de Campinas, a eleição do presidente Rômulo Amaro, do Guarani, foi anulada devido a irregularidades apontadas. A liminar cancelou o pleito ao Conselho de Administração, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal da equipe.

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Diante da situação, caso a decisão não seja revertida nos tribunais, será necessário realizar um novo pleito para decidir a diretoria executiva do Bugre.

“Ante o exposto, defiro o pedido de tutela de urgência para suspender os
efeitos da deliberação assemblear de 14/12/2025, no que tange à impugnação da
candidatura de Felipe Ramos Roselli e da chapa “Meu Bugre Forte” e determinar a
suspensão da posse dos eleitos para os Conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal,
até o julgamento final desta lide.”

ELEIÇÃO CONTURBADA

O mandatário havia sido reeleito no dia 14 de dezembro de 2025 e estaria a frente do clube no trîenio de 2026 até 2028. Rômulo Amaro fazia aprte e lidera a chapa “Avante Meu Bugre” e tomou posse após a outra chapa ter sido impugnada.

Antes mesmo do início da votação, na assembléia dos sócios, com maioria dos votos, a oposição “Meu Bugre Forte”, a eleição já estava decidida.

O motivo foi a falta a três reuniões consecutivas do Conselho de Administração em gestão anterior, o que configuraria perda automática de mandato e, por consequência, inelegibilidade. Os membros protestaram muito no dia da eleição aos gritos de “vergonha”, já que a situação seria a única opção de voto dos sócios.

O caso já havia sido analisado anteriormente pela Comissão Eleitoral, que entendeu não haver perda automática de mandato. Segundo o parecer, qualquer eventual punição dependeria da abertura de um processo interno, a ser conduzido pela Comissão de Ética e Disciplina — etapa que não foi realizada.

PRÓXIMO COMPROMISSO

Sob esse cenário político, o Bugre volta a campo no final de semana, pela tececira rodada do Brasileirão Série C, em Campinas, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, onde recebe o Itabaiana-SE em busca da segunda vitória da seguida.