Onde Anda: Rico, ex-atacante de São Paulo e Grêmio

por Agência Futebol Interior

no futebol como grande promessa, mas só virou ídolo no desconhecido futebol doCampinas, SP, 10 (AFI) - O Onde Anda desta semana traz um jogador que surgiu Bahrein, situado em uma ilhota no Oriente Médio. Trata-se do atacante Rico (foto), ex-São Paulo. Jogador temperamental, ele atualmente é o grande destaque do Al-Muharraq Sports Club, time que defende desde 2005.

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Leandson Dias da Silva, mais conhecido como Rico, é natural de Recife, mas acabou revelado nas categorias de base do CSA, de Alagoas. Após o início no time alagoano, Rico foi para o extinto Águas de Lindóia, onde fez sucesso no Campeonato Paulista da B2. Na época, a competição era valorizada pela Federação Paulista de Futebol e revelava muitos jogadores.

Depois do sucesso no Águas de Lindóia, o empresário Luiz Taveira, que havia descoberto Rico nas categorias de base do CSA, levou o atacante para a Portuguesa Santista, onde fez muitos gols e acabou sendo negociado com o São Paulo, em 2002. Em sua primeira passagem pelo Tricolor, Rico teve poucas oportunidades. Até

porque o time contava com grandes jogadores como Luís Fabiano, Reinaldo, Ricardinho, Kaká, Júlio Baptista, Fábio Simplício, etc.

Por conta disso foi emprestado e novamente jogou pela Portuguesa Santista, onde viveu sua melhor fase em solo brasileiro. Ao lado do meia Souza, hoje no Grêmio, ele comandou aquele time da Briosa que chegou às semifinais do Paulistão, em 2003, parando apenas no São Paulo. Ele foi vice-artilheiro do torneio, com sete gols.

Novo declínio
Após atuações destacadas, o atleta foi reintegrado ao elenco são-paulino novamente em 2003, ao lado de Souza. A contrário do companheiro, contudo, o atacante não conseguiu firmar-se. Principalmente, porque no mesmo período surgiram grandes promessas, casos de Kléber Gladiador e Diego Tardelli.Novamente sem espaço no Morumbi, Rico foi negociado em 2004 com Grêmio, de onde saiu sem sequer marcar um gol. Na temporada seguinte, defendeu o Criciúma. No Tigre, foi campeão catarinense e despertou o interesse do Al-Muharraq.

Vida de sultão


Vendido ao clube do Bahrein, o brazuca não precisou de muito tempo para virar ídolo e craque do time. Ele comandou o clube na conquista dos quatro últimos títulos do campeonato nacional do Bahrein e duas Copas do Rei do Bahrein.O ápice de sua trajetória pelo clube árabe foi em 2008, quando levou a equipe ao título da Copa dos Campeões da Ásia, sendo o artilheiro do torneio com 19 gols. Em 127 jogos pela equipe, Rico já anotou incríveis 117 gols. Média de quase um por partida.