'Dificulta as coisas', diz goleiro do Ceará sobre trocas de treinadores

O time começou a temporada com Argel Fucks, depois com Enderson Moreira e, em março, anunciou Guto Ferreira.

por Agência Futebol Interior

Fortaleza, CE, 03 (AFI) - O técnico Fernando Prass concedeu entrevista ao canal do YouTube Praetzel FC, comentando como está sendo sua passagem no Ceará e também sobre a situação do futebol mundial.

ESTRUTURA

Primeiro falou sobre a estrutura do Ceará e como o clube vem trabalhando para aumentar seu orçamento. Além disso, ele confessou que a troca constante de técnicos atrapalha dentro de campo.

O time começou a temporada com Argel Fucks, depois com Enderson Moreira e, em março, anunciou Guto Ferreira. Enderson só deixou o clube para assumir o Cruzeiro.

"Eu nunca tinha trabalhado aqui, mas encontrei um clube que está se modernizando e se estruturando. É um clube que está em constante evolução, estou tentando ajudar também. Financeiramente, não tem dívidas, isso no Brasil é único
Agora está em um momento de investimento no futebol, tanto que tem o maior orçamento da história esse ano, e em estrutura física.
Pelo pouco tempo que tinha e pelo que o trabalho estava surtindo efeito, estávamos conseguindo encaixar peças, sistema de jogo, em franca evolução e agora vai para o terceiro técnico, isso dificulta as coisas", disse.
NEGOCIAÇÃO
Sobre a negociação com os jogadores, o goleiro afirmou que queria as férias em abril e depois uma possível negociação. Isso daria tempo para que todos pudessem ter noção da gravidade da situação.
"Eu só discordei, nessa negociação toda, que com cinco dias os clubes conseguissem fazer um prognóstico do déficit orçamentário que iam ter. Chegaram no número de 25% e todos os times do Brasil precisavam disso. Então a gente não aceitou a totalidade do acordo.
Nossa proposta era aceitar as férias em abril e no fim do mês, quando os clubes já vão ter noção da relação com os patrocinadores, quem vai atrasar, quem não vai, quem vai precisar reduzir e quando se terá uma noção de inadimplência no programa de sócios-torcedores, aí vão poder conversar com CBF e TV.
CBF vai se posicionar sobre o calendário, que vai definir o pagamento das cotas, que é a maior fonte de receitas dos clubes", avaliou.
CALENDÁRIO
O ex-goleiro de Vasco e Palmeiras também rechaçou uma mudança no Campeonato Brasileiro caso a paralisação for até maio ou junho.
"Aqui tem uma distorção muito grande por causa da Copa do Nordeste, então para alguns times faltam dois jogos, para outros três, não tem o mesmo número.
É muito cedo (para encerrar), a gente tem que esperar no mínimo até o fim de abril ou começo de maio para ver se até lá tem uma situação mais clara do que pode ser o calendário.
Se não voltar a até o meio de maio ou junho, é impossível, porque ninguém vai ser hipócrita de achar que (os clubes) vão querer sacrificar parte do Brasileiro, mudando a fórmula para terminar os Estaduais", concluiu.