Elenco da Ponte Preta inicia greve por salários atrasados
Por volta das 8h50, o grupo deixou o centro de treinamento e ainda não existe uma definição sobre quando os trabalhos serão retomados
A paralisação cumpre o prazo estabelecido pelos próprios atletas da Ponte Preta na semana passada, que não receberam retorno da diretoria
Campinas, SP, 26 (AFI) – A crise financeira da Ponte Preta ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (26). O elenco decidiu interromper os treinamentos por causa dos salários atrasados e deixou o CT do Jardim Eulina sem realizar as atividades previstas para o dia.
Os jogadores se reapresentaram normalmente pela manhã, mas conversaram com a comissão técnica e com o coordenador João Brigatti antes de comunicar a decisão. Por volta das 8h50, o grupo deixou o centro de treinamento. Ainda não existe uma definição sobre quando os trabalhos serão retomados.
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A paralisação cumpre o prazo estabelecido pelos próprios atletas na semana passada. Em manifestação publicada nas redes sociais, o elenco afirmou estar há aproximadamente seis meses sem receber e estabeleceu 25 de agosto como limite para uma solução.
“A partir do dia 25 de agosto, se nada mudar, iremos tomar medidas amparadas pela lei, que é parar o futebol até que atletas e funcionários recebam seus salários.”
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RISCO DE W.O.?
Neste primeiro momento, o movimento está restrito às atividades de treinamento. A Ponte Preta mantém a programação de disputar os jogos da Série B, embora parte dos jogadores avalie internamente a possibilidade de ampliar a paralisação.
Antes de deixar o CT, os atletas conversaram com membros da comissão técnica e com Brigatti. O diretor de futebol Marco Antônio Eberlin também esteve no local, mas chegou quando os jogadores já estavam saindo e não conseguiu convencê-los a permanecer para uma conversa.
A expectativa é que uma nova reunião seja realizada nos próximos dias. O principal pedido do elenco é uma sinalização concreta da diretoria sobre o pagamento dos valores atrasados.

IMPASSE DA SAF
A paralisação ocorre poucos dias depois de a Assembleia Geral Extraordinária que analisaria a constituição da SAF terminar sem votação. A reunião de segunda-feira foi marcada por confusões e acabou adiada, sem uma nova data definida.
O processo de SAF era visto como uma possível alternativa para reorganizar as finanças do clube e viabilizar a entrada de novos recursos. O adiamento, portanto, aumentou a incerteza em relação à situação financeira da Macaca.
O problema dos salários se soma a outras dificuldades enfrentadas pela Ponte ao longo da temporada. O clube está impedido de registrar novos jogadores por causa de transfer bans e possui um elenco reduzido por lesões e saídas.
CRISE INTERNA E EXTERNA
Dentro das quatro linhas, a situação também é crítica. A Macaca vem de derrota por 2 a 0 para o Avaí e ocupa a lanterna da Série B, com apenas dez pontos. A equipe está há 18 partidas sem vencer na competição.
O próximo compromisso está marcado para domingo, às 16h, contra o América-MG, fora de casa, pela 25ª rodada. A preparação para a partida, porém, dependerá da evolução do impasse entre jogadores e diretoria.
A Ponte Preta, portanto, enfrenta uma semana decisiva em duas frentes: precisa encontrar uma solução para os salários atrasados e, ao mesmo tempo, tentar evitar que a crise extracampo comprometa ainda mais sua situação na Série B.





































































































































