Ponte Preta vive impasse com fim do prazo dos salários

Caso não haja uma solução, os jogadores haviam anunciado a possibilidade de interromper as atividades, aumentando a pressão sobre a diretoria

O elenco da Ponte Preta havia divulgado na semana passada que está há cerca de seis meses sem receber e deu o prazo até esta terça-feira (25)

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O elenco da Ponte cobra seis meses de salários atrasados - Foto: Marcos Ribolli / PontePress

Campinas, SP, 25 (AFI) – A Ponte Preta chega a um momento crítico nesta terça-feira (25), data estabelecida pelo elenco para que os salários atrasados fossem regularizados. Caso não haja uma solução, os jogadores haviam anunciado a possibilidade de interromper as atividades, aumentando a pressão sobre a diretoria em meio à crise financeira e ao impasse envolvendo a SAF.

O cenário ficou ainda mais delicado após a Assembleia Geral Extraordinária que discutiria a transformação do clube terminar sem votação na noite de segunda-feira. A reunião foi marcada por confusões e acabou adiada, sem uma nova data definida para que os associados voltem a analisar a proposta.

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O elenco havia divulgado na semana passada que está há cerca de seis meses sem receber. Na manifestação, os jogadores defenderam a SAF como uma alternativa para reorganizar as finanças e estabelecer condições adequadas de trabalho.

“A partir do dia 25 de agosto, se nada mudar, iremos tomar medidas amparadas pela lei, que é parar o futebol até que atletas e funcionários recebam seus salários.”

POLÊMICA DA SAF PROVOCA INCERTEZA

A expectativa dos atletas era de que a votação da SAF pudesse representar um passo para a entrada de recursos e, consequentemente, para o pagamento dos valores pendentes. Com o adiamento, porém, a solução ficou novamente sem prazo definido. O diretor jurídico da Ponte, José Henrique Specie, reconheceu que a decisão altera o cenário e afirmou esperar compreensão dos jogadores.

“Essa decisão não era esperada, não havia nenhum tipo de situação que trouxesse atenção nesse sentido. Tomei conhecimento da declaração dos jogadores e acho que, dentro dessa situação, eles vão também ter que observar essa decisão e tomar as providências que entenderem mais pertinentes”, afirmou.

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Segundo Specie, a expectativa é de que uma nova assembleia seja convocada “o mais rápido possível”, mas ainda não há uma data estabelecida.

SALVAÇÃO DA PONTE?

O processo ganhou peso porque existe uma proposta de aproximadamente R$ 1 bilhão apresentada por um grupo interessado em assumir o futebol da Ponte por meio da SAF.

O projeto prevê R$ 300 milhões para o pagamento de dívidas, R$ 300 milhões destinados ao futebol ao longo de dez anos e outros R$ 400 milhões para melhorias no Estádio Moisés Lucarelli e no Centro de Treinamento.

Também existe a previsão de um aporte inicial para ajudar a resolver as pendências financeiras. O recurso seria tratado como adiantamento caso a operação com o grupo interessado fosse aprovada. Se o negócio não avançasse, o valor seria convertido em empréstimo para a Ponte.

PROVÁVEL REAPRESENTAÇÃO

Enquanto a situação financeira não é resolvida, a Ponte Preta tem programação esportiva mantida. O elenco deve se reapresentar nesta quarta-feira, no CT do Jardim Eulina, após dois dias de folga concedidos pelo técnico Márcio Zanardi.

A comissão técnica terá quatro sessões de treinamento antes do próximo compromisso, contra o América-MG, no domingo. A programação, entretanto, pode sofrer alterações dependendo da postura dos jogadores diante do vencimento do prazo estabelecido para o pagamento dos salários.

No último domingo, a Macaca perdeu por 2 a 0 para o Avaí, no Moisés Lucarelli, e segue na lanterna da Série B. O cenário dentro de campo, portanto, se mistura à crise financeira e coloca a diretoria diante de mais uma semana decisiva para o futuro do clube.

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