Como o futebol e serviços relacionados ajudam a movimentar a economia do Brasil?
Esporte mais popular do país, movimenta milhões de forma direta e indireta e pode ajudar a retomada econômica do Brasil
Esporte mais popular do país, movimenta milhões de forma direta e indireta e pode ajudar a retomada econômica do Brasil
Campinas, SP, 02 (AFI) – Mesmo com a crise que acomete o país e se estende a todas as cadeias da economia, o futebol passou quase que completamente ileso por esses problemas. Apesar de ter sido prejudicado em partes com as competições paradas, por conta da pandemia do novo coronavírus, os protocolos que garantiram a volta do futebol, garantiram também a sobrevivência de diversos negócios que dependem de forma indireta das competições de futebol.
Um estudo idealizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e realizado pela consultoria “EY”, apontou que o futebol movimenta um total de R$ 52,9 bilhões na economia do país, o que representa 0,72% do total do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, mostrando que R$ 37,8 milhões são de efeitos indiretos. A consequência disso é que boa parte dos bares e restaurantes que foram totalmente prejudicados com a pandemia, puderam se beneficiar com a abertura gradual do comércio e a volta do futebol.
Podemos levar em consideração como efeito indireto, por exemplo, o aumento de consumo nos bares em épocas de campeonatos. Segundo a análise do Mercado de Consumo do Futebol Brasileiro, realizada pela CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), apenas uma parcela de 4% dos torcedores frequentam estádios, a maior parte acompanha os jogos pelas transmissões em bares e restaurantes. Vale lembrar que o Campeonato Brasileiro do ano passado teve média de público de 20 mil torcedores por partida.
No Brasil, em média 25,7 milhões de pessoas acompanham as partidas pela TV. Os locais de encontro, como os bares, recebem uma quantidade próxima a 15 milhões de pessoas. Normalmente, os locais são equipados com telões e possuem toda uma publicidade voltada para a exibição dos jogos, sejam dos campeonatos nacionais, estaduais ou continentais.
Outro fator que pode ser decisivo para o torcedor na hora de escolher onde irá torcer é o consumo de bebidas alcoólicas, já que elas são proibidas em boa parte das arenas, como por exemplo, os estádios paulistas, que desde 1996, proíbe o consumo de bebidas alcoólicas em um raio de até 200 metros das entradas dos estádios.
No ano passado, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a PL que autorizava a venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Porém, segundo o entendimento da Procuradoria Geral do Estado, a liberação da comercialização ia contra o Estatuto do Torcedor e Lei Federal, portanto a vetaram.

Rio Grande do Sul e Minas Gerais também possuem projetos de lei para liberar a venda de bebidas alcoólicas. Já em outras cidades, como Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Mato Grosso, o consumo de cervejas é liberado dentro das arenas.
O mercado de apostas (ou casino online) também é um dos que mais cresce no país. As apostas esportivas ainda não são regulamentadas no Brasil, mas os sites que oferecem esse serviço por aqui, são sediados em outros países, onde as apostas são legalizadas. A expectativa é de que, até o fim do ano, o congresso consiga pôr em votação o projeto que regulamenta as apostas.
A previsão é que, quando liberado, o lucro do negócio fique, também, em parte com o Brasil, e, consequentemente, as equipes também serão beneficiadas com o valor de licenças obtidas pelos sites de apostas. O mercado de apostas, entretanto, já trabalha investindo no mercado brasileiro, a gigante do mercado NetBet casino e apostas esportivas, patrocina clubes da elite do futebol brasileiro, como Red Bull Bragantino e Vasco da Gama.






































































































































