Blog do Ari: Ainda há espaço para Bidu melhorar no Guarani

Falta de laterais credenciou Bidu como um dos destaques na posição, e esse é um fato indesmentível.

Blog do Ari enfatiza neste espaço que integrantes de futebol de clubes e dirigentes precisam andar à frente da bola, antecipar-se aos fatos.

Categorias: Colunas

Por: ARIOVALDO IZAC - -, 25/01/2022

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Blog do Ari analisa Bidu (Foto: Thomaz Marostegan/GFC)

Campinas, SP, 25 (AFI) – Blog do Ari analisa de novo. Ao longo do tempo tenho enfatizado neste espaço que integrantes de departamentos de futebol de clubes e dirigentes precisam andar à frente da bola, isso é: antecipar-se aos fatos.

A carência de laterais-esquerdos recomendáveis na última edição da Série B credenciou Bidu, do Guarani, como um dos destaques na posição, e esse é um fato indesmentível.

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Prova está que o Santos havia manifestado interesse no futebol dele, neste início de ano, e o Cruzeiro está levando-o por empréstimo, com dirigentes bugrinos se resguardando sobre eventual negócio no final de ano, projetando que o clube mineiro possa transformá-lo em vitrine.


Se havia perspectiva da saída de Bidu, por que dirigentes do Guarani não se anteciparam à contratação de outro lateral, com encaixe imediato na equipe.


Quem?


Willian Formiga, por exemplo, que demorou para renovar contrato com o Vila Nova, e difere-se de Bibu porque não se encoraja nas finalizações.

VIRTUDES

Bidu mostra um nível de assistência aceitável para companheiros completarem jogadas; de vez em quando faz os seus golzinhos; tem condicionamento físico ímpar para o exigido vaivém da posição, e evoluiu consideravelmente na marcação, defeito característico em início de carreira.

Explica-se: o primeiro estágio dele na base do Guarani foi desempenhado função de meia de armação, sem a obrigatoriedade de que desarmasse adversários, como fazem os marcadores.

Logo, foi compreensível o estágio para se adaptar ao trabalho de marcador, atribuído a quem atua como lateral.

ONDE MELHORAR?

Como os 23 anos de idade dele serão completados apenas em maio, pelo menos em dois aspectos técnicos Bidu precisa trabalhar para implementar ao seu futebol.

Quando marcado, ainda não tem a devida confiança pra arrancar com a bola em seu campo defensivo.

O receio de que seja desarmado implica ora no recuo, ora no toque de bola para companheiro mais próximo.


A rigor, esse é um dos diferenciais para os também laterais-esquerdos bugrinos Miranda e Zé Mário, respectivamente das décadas de 70 e 80. Ambos se encorajavam pra se desvencilhar de adversários no campo de defesa e faziam rápida transição ao ataque.

Tem-se que reconhecer que do meio de campo pra frente Bidu é destemido na tentativa de dribles e jogadas ofensivas, assim como tem recebido elogios pelo fato de pegar forte na bola, mas a proporcionalidade de chutes em direção ao gol adversário ainda está aquém do exigido, o que recomenda mais treinamentos para melhorar a pontaria.

Por tratar-se de jogador jovem, com amplas possibilidades de implementar conceitos técnicos ao seu estilo, é válida a tentativa de transferência para um time que vai se reforçar visando acesso na futura disputa do Brasileiro da Série B, caso do Cruzeiro.

VOLTA COMO MEIA

Há quem recomende a volta de Bidu à posição originária de meia, mas esta seria uma situação discutível, visto que é atribuição do meia rodar o campo e essa não é a característica do atleta, que se limita mais ao lado esquerdo.

Talvez haveria funcionalidade como segundo ou terceiro volante, com liberdade para incursões ao ataque, o que o eximiria de responsabilidade da bola área defensiva, com a estatura de 1,72m.

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