Série B: Diogo Silva desabafa sobre salários na Ponte Preta: "Difícil"

Diogo Silva detalhou o impacto das pendências financeiras na rotina dos atletas

A Ponte continua convivendo com meses de atraso e o goleiro cobrou soluções imediatas da cúpula da Macaca

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Diogo Silva, goleiro da Macaca - Foto: Marcos Ribolli / PontePress

Campinas, SP, 10 (AFI) – A crise financeira e administrativa da Ponte Preta ganhou um novo capítulo dramático após a derrota por 2 a 1 para o Cuiabá, em pleno Moisés Lucarelli. Na saída de campo, o experiente goleiro Diogo Silva não escondeu a insatisfação com a gestão do clube e desabafou publicamente sobre a grave situação dos salários atrasados que assola o elenco alvinegro.

Apesar de a diretoria ter efetuado o pagamento de uma folha salarial na semana anterior, o arqueiro revelou que o elenco continua convivendo com meses de atraso e cobrou soluções imediatas da cúpula da Macaca para que os problemas extracampo parem de refletir no desempenho técnico.

“Graças a Deus recebemos o mês de janeiro, mas estamos em junho. Conversando com um companheiro fora do futebol, ele falou que se atrasar o salário um minuto já fica louco. Eu não tenho pensamento de sair da Ponte, é continuar honrando a camisa, independentemente de qualquer situação”, declarou o camisa 1.

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DRAMA FAMILIAR E FOCO NO TRABALHO

Diogo Silva detalhou o impacto das pendências financeiras na rotina dos atletas e ressaltou que, mesmo com as dificuldades, o grupo busca manter o profissionalismo. “O clube está totalmente seguro de que o elenco quer resolver em campo, mas a situação é complexa”, contextualizou a reportagem.

“O que me preocupa é isso, deixar uma ferida muito grande que depois a gente não consegue estancar. É ter cabeça boa para sair dessa situação. Eu tenho esposa, tenho filhos, tenho que honrar com meus compromissos. A gente não está negociando, só está esperando que a diretoria consiga resolver. A diretoria fala que está correndo atrás. Eu creio que o salário é o problema principal, mas depende um pouco mais da gente também. Só que não dá para condenar. É difícil, eu sei o que eu estou passando. A gente senta, conversa, mas é difícil, às vezes não acontece”, completou.

PONTE AFUNDADA NO Z4

O reflexo da instabilidade financeira se traduz em números alarmantes dentro das quatro linhas. O revés diante do Dourado marcou a quinta derrota da Ponte Preta em uma incômoda sequência de seis partidas consecutivas sem somar três pontos no torneio nacional.

“Mais uma vez o sentimento é de vergonha. A gente está em uma situação muito difícil”, desabafou Diogo, resumindo o abatimento do plantel. Com o resultado negativo diante de sua torcida, a equipe campineira permanece afundada na vice-lanterna da Série B, somando apenas oito pontos em 12 rodadas disputadas.

PRÓXIMO DESAFIO

Buscando forças para iniciar uma reação e tentar estancar a crise, a comissão técnica terá poucos dias para trabalhar o aspecto psicológico do grupo. O próximo desafio da Ponte Preta já está agendado para este domingo (14), às 11h, quando viaja até o Rio Grande do Sul para encarar o Juventude, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul.

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