Torcida da Ponte Preta tem faixas de protesto confiscadas pela PM

Faixas foram tomadas pelos policiais militares, pouco depois de serem levantadas nas arquibancadas do Majestoso.

Várias faixas de protestos foram levantadas nas arquibancadas durante o primeiro tempo do jogo entre Ponte Preta e Botafogo.

Série B - 2026
Torcida protesta contra direção da Ponte Preta

Campinas, SP, 1 (AFI) – Um pequeno grupo de torcedores da Ponte Preta, enfim, protestou sobre os desmandos e pela falta de transparência da atual administração do clube. Várias faixas de protestos foram levantadas nas arquibancadas durante o primeiro tempo do jogo entre Ponte Preta e Botafogo, mas rapidamente foram retiradas ‘à força’ pelos policiais militares.

Alguns fogos de artificio (sinalizadores) foram acessos e o jogo, inclusive, correu risco de ser paralisado. A árbitra Edina Pereira fez pedido à mesa para que os sinalizadores fossem apagados.

NÃO HÁ PROIBIÇÃO CONTRA FAIXAS

Não existe uma lei específica que proíba faixas nos estádios, tanto em São Paulo como no Brasil. Mas existem regras e restrições importantes, que variam conforme o estado, o jogo, a competição e principalmente o tipo de torcida.

Há, por exemplo, uma determinação contra faixas de cunho político partidário. No caso desta noite, o protesto ocorreu de forma pacífica e não ‘merecia’ a intervenção policial, incapaz também de qualificar o teor das faixas.

Ironicamente, uma das faixas de protesto (FORA EBERLIN) foi erguida acima de um espaço fixo do estádio que ressalta a ‘1ª DEMOCRACIA’ racial do Brasil.

OS CULPADOS, SEGUNDO PROTESTOS

Apesar dos poucos momentos em que foram empunhadas, deu para se registrar algumas poucas imagens. As faixas tinham dizeres diretos contra os dirigentes apontados como maiores culpados pela atual crise financeira e administrativa do clube:

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Faixas de protestos na Ponte Preta

O atual presidente Luis Antônio Alves Torrano,
o vice-presidente de futebol Marco Eberlin e
o presidente do conselho deliberativo, José Armando Abdala.

  • FORA EBERLIN
  • FORA EBERLIN E TORRANO
  • ABDALA OMISSO !
  • ESTAMOS CANSADOS DE PROMESSAS!
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Ironia da primeira democracia racial não ter espaço para protestar

CARTOLAS FORA DO ESTÁDIO

Apesar do esforço de alguns poucos manifestantes, a informação inicial é de que os três dirigentes citados nos protestos não estiveram no estádio Moisés Lucarelli.

O presidente Torrano, recentemente, teria viajado ao exterior e não teria retornado. O vice Eberlin, ultimamente, não tem assistido aos jogos dentro do Majestoso; e Abdalla não foi visto por ninguém.

A assessoria de imprensa do clube alegou desconhecer as ausências dos dirigentes.

Com certeza ninguém os viu no estádio. Ou, realmente, lá não estiveram ou não quiseram fazer questão de serem notados.

PÚBLICO ZERO NÃO DÁ…

Durante a semana houve uma campanah nas redes sociais convocando o torcedor pontepretano para protestar e nao ir ao estádio. Mesmo assim, um grupo de apaixonados não resistiu e foi ao estádio.

Foram registrados 1.952 pagantes, com total de 2.046 presentes. O público médio da Ponte Preta na Série B tem sido perto do dobro, entre 4 e 4,5 mil torcedores. A renda bruta foi de R$ 49.390,00.

No final, uma imagem intimidatória quando os policias militares se alinharam á espera das viaturas para os levarem até o grupamento.

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Policiais alinhados na frente do Majestoso

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