Carlo Ancelotti mostra uma baita pose ao escalar o Brasil com quantidade excessiva de atacantes. Não deu certo.
O homem imagina que os tais jogadores podem dar o cobrado volume ofensivo, assim como a necessária recomposição, para fechar bem os espaços do adversário.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 26 (AFI) – Vou propositalmente inverter a frase a seguir: ‘vivendo e desaprendendo’.
O italiano treinador Carlo Ancelotti, trazido pela CBF para dar um jeito na Seleção Brasileira, mostra uma baita pose ao escalar a equipe com quantidade excessiva de atacantes.
Aí, o homem imagina que os tais jogadores podem dar o cobrado volume ofensivo, assim como a necessária recomposição, para fechar bem os espaços do adversário.
Durante o primeiro tempo do amistoso contra a França, Ancelotti não conseguiu nem uma coisa, nem outra, nesta derrota por 2 a 1, na tarde/noite desta quinta-feira – no horário de Brasília -, em jogo amistoso disputado nos Estados Unidos.
Com a estratégia, Ancelotti ficou mascando chiclete o tempo todo e deixou um ‘buracão’ no meio de campo, que permitiu à França controlar a partida durante todo primeiro tempo.
Naquele período, os franceses já venciam por 1 a 0, e gol com selo de cavadinha protagonizado pelo atacante Mbappé, aos 32 minutos.
A origem da jogada contou com erro do volante Casemiro e o atacante francês ganhando a jogada na velocidade do zagueiro Léo Pereira.
LUÍS HENRIQUE ENTROU BEM
No começo do segundo tempo, com o atacante Raphinha lesionado, a alternativa do treinador foi dar vaga ao atacante de beirada Luís Henrique.
Como ele é driblador e começou a levar vantagem pelo lado direito, o Brasil passou a criar algumas jogadas por ali, porém sem a devida conexão com os companheiros.
E imaginou-se que o selecionado brasileiro pudesse pressionar a França com a expulsão do zagueiro Upamecano, logo em seguida.
Só que os avanços descoordenados da equipe de Ancelotti permitiram que, em contra-ataque, a França encontrasse espaços para troca de passes e chegasse ao segundo gol aos 20 minutos, através de Ekitiké.
Como o Brasil manteve a postura ofensiva, em cobrança de falta pela esquerda e bola ajeitada para atrás por Casemiro, o zagueiro Bremer, que acompanhava a jogada, ‘fuzilou’ sem chances de defesa para o goleiro Maignan, aos 33 minutos.
Naquela altura, a França já havia substituído o seu principal jogador, o atacante Mbappé.
VINI JÚNIOR FOI MAL
Aposta no rendimento do atacante Vini Júnior tem sido considerado uma das armas da Seleção Brasileira, mas provavelmente, nesta quinta-feira, tenha sido uma das piores participações dele com essa camisa.
Foi dominado na maioria das jogadas, nas tentativas de dribles.
E mesmo desarmado com frequência, insistia na individualidade, e isso resultou em prejuízo à equipe.
DIFERENÇAS DE ESTILO
Jogadores da França, como dos principais países do futebol europeu, estão condicionados à definição do passe antes mesmo de recebê-lo, o que resulta em velocidade e fluxo de jogadas ofensivas.
O jogador brasileiro persiste no antigo vício de dar três ou quatro toques na bola antes da continuidade de jogadas, e isso geralmente implica no reposicionamento do adversário
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