É indesmentível o favoritismo do Guarani - mesmo que leve - para o jogo na tarde deste sábado, no Estádio Brinco de Ouro.
Desde mil novecentos e bolinha prevalece o chavão de que 'dérbi é dérbi' e vice-versa. Que dérbi é cheio de imprevisibilidade.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 29 (AFI) – Desde mil novecentos e bolinha prevalece o chavão de que ‘dérbi é dérbi’ e vice-versa. Que dérbi é cheio de imprevisibilidade.
Principalmente a mídia colocou na sua cabeça que nem sempre o melhor vence, e se respalda no histórico desse confronto para tal comprovação.
É indesmentível o favoritismo do Guarani – mesmo que leve – para o jogo na tarde deste sábado, no Estádio Brinco de Ouro.
Sim, a Ponte Preta anunciou o retorno ao clube do atacante Jonathan Cafú e está se virando para registrar outros jogadores, mas sem ajuste das ‘peças’ fica difícil.
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EXPULSÃO MUDA TUDO
Evidente que uma entrada ‘transloucada’ de um jogador bugrino, que resulte em expulsão, muda tudo, principalmente durante o primeiro tempo.
Todavia, em circunstâncias normais, o Guarani terá que fazer muita força para perder esse jogo.
Digamos que até possa empatar, o que seria intolerável para o seu torcedor.
Sim, dirão que o Guarani não mostrou pleno convencimento, apesar das duas últimas vitórias. Entretanto, considere que vai enfrentar um adversário desfigurado, que ocupa a lanterna do Paulistão, com um ponto conquistado dos 15 em disputa.
PONTE PRETA, DESFIGURADA
Vi, por aí, algumas conotações de que a Ponte Preta teria melhorado de rendimento diante do Noroeste.
Melhorou aonde se enfrentou um clube tão desfigurado quanto ela, e que no segundo tempo ainda a pressionou?
Esqueceram que ela procurou se resguardar defensivamente e optar mais por bolas alongadas, em contra-ataques?

MARCELO FERNANDES: MARCAÇÃO
Estrategicamente o treinador da Ponte Preta, Marcelo Fernandes, deve posicionar a sua equipe com forte malha de marcação no meio de campo, para povoar o setor, projetando ganhar a maioria dos rebotes.
Isso porque ali o Guarani conta com dois volantes e um meia – caso de Isaque – que não é talhado à marcação, e atacantes de beirada que raramente fecham por dentro quando fazem a recomposição.
De certo, Marcelo Fernandes vai exigir marcação especial sobre Mirandinha, para anular a principal arma ofensiva do Guarani.
Sim, mas convém citar que neste Paulistão o sistema defensivo da Ponte Preta tem falhado muito, inclusive o regularíssimo goleiro Diogo Silva.
Seria possível a correção de rumo sem a confirmação do retorno do zagueiro Saimon?
GUARANI PRECISA SE IMPOR
A tendência natural será o Guarani explorar o momento incerto da rival para se impor.
É mais um jogo para se avaliar estrategicamente o treinador bugrino Matheus Costa com bola rolando, pois o que se vê são as chamadas trocas de ‘seis por meia dúzia.
Podem argumentar que jogo é jogado e lambari é pescado, mas claro está que neste enredo só se justifica o Guarani perder para ele mesmo.





































































































































