Não projetem o Santa Cruz como time morto contra a Ponte Preta

Time pernambucano perdeu para o Corinthians por 4 a 2, em Cuiabá

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Olha o ‘Outubro Rosa’ aí, gente! A Secretaria de Esportes da Prefeitura de Campinas está engajada no processo de conscientização sobre a prevenção do câncer de mama, e por isso organiza caminhada no próximo domingo, na Praça Arautos da Paz. Esse é o tema da coluna Anda Campinas, com link à direita da página.

É obrigação do crítico direcionado ao futebol de Campinas observar o jogo Corinthians e Santa Cruz com olhar basicamente sobre aquilo que a Ponte Preta vai encontrar no próximo domingo à noite, quando recepcionará o time pernambucano.

A derrota do Santa Cruz por 4 a 2 na noite desta quarta-feira, em Cuiabá (MT), não espelha em absolutamente nada que o time nordestino será irremediavelmente batido contra os pontepretanos, como prognosticam por aí. A Ponte pode vencer, mas cuidado.

O Santa Cruz tem limitações sim, a começar pelos zagueiros Neris e Danny Morais que marcam a bola e esquecem do adversário. Isso ficou claro no primeiro, terceiro e quarto gols do Corinthians, afora outros cruzamentos rasteiros ou à meia altura em que a bola percorreu toda extensão da pequena área sem que aparecessem atacantes corintianos para a conclusão.

Eis aí, portanto, um detalhe - e que detalhe - que deve ser observado pelo treinador Eduardo Baptista, da Ponte Preta, e colocado em prática.

LÉO MOURA

O veterano lateral-direito Léo Moura, do Santa Cruz, já não tem o vigor físico de outrora para o vaivém, e algumas deficiências na marcação ficaram claras e podem ser exploradas pelos pontepretanos.

Tem-se que reconhecer, todavia, que com a bola nos pés sabe jogar. Articula bem as jogadas ofensivas pelo lado direito.

Apesar da incômoda situação na tabela de classificação, o Santa Cruz é um time organizado taticamente, o que prova a capacidade de trabalho do treinador Doriva.

Nada de ligação direta. O time valoriza a saída de bola e a leva até o ataque, faltando aí criatividade para definição das jogadas.

O centroavante Grafite perdeu a mobilidade e apenas aparece em alguns lampejos.

O mesmo se aplica ao atacante Keno, de beirada de campo, que alterna jogadas de velocidade e lucidez com outras bizarras. Exatamente por isso a Ponte Preta não colocou objeção para admitir em dezembro passado rompimento do contrato dele que se estenderia até maio desta temporada.

Keno protagonizou jogadas dos dois gols dos pernambucanos. No primeiro finalizou fraco e Grafite aproveitou o rebote do goleiro Walter. No segundo, pegou na ‘veia’ da bola, de forma indefensável. E ainda perdeu gol feito, chutando a bola pra fora.

Nos gols corintianos, ênfase para a jogada pessoal de Marlone, no segundo, que bateu cruzado e com endereço.

No primeiro, de empate, Guilherme apareceu livre e aproveitou passe de Marlone. No terceiro, Giovanni Augusto cruzou e Guilherme se antecipou à chegada de um defensor adversário, e abaixou-se para cabecear. No quarto, Lucas, também livre, completou passe de Marquinhos Gabriel.

Marlone e Grafite também perderam gols feitos e isso cai no esquecimento. Fossem falhas de goleiros a dimensão seria incalculável.

ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
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