Na Venezuela falta bola e energia elétrica; Brasil vence sem se esforçar

Jogo morno e mais uma vitória brasileira fora do país

por ARIOVALDO IZAC - Campinas

Do morno jogo em que o Brasil venceu a Venezuela por 2 a 0, na noite desta terça-feira em Mérida (VEN), a lógica ratificação de que sem Neymar o time perde bastante do sentido de profundidade.

Além dos gols de Gabriel Jesus e Willian, outras chances foram criadas e não convertidas.

Quem estranhou a queda de energia elétrica por 20 minutos no Estádio Metropolitano de Mérida, de certo desconhece que desde 2010 a Venezuela enfrenta crise de energia. Naquele ano, conforme publicação da revista Veja, o venezuelano ficou quatro horas por dia sem energia elétrica.

Com o agravamento da crise neste ano, o portal G1 publicou em abril que a Venezuela anunciou racionamento elétrico em dez Estados do país, e o governo havia declarado feriado às sextas-feiras para o setor público.

O próprio G1 anunciou em julho que o racionamento havia sido suspenso, e aí ficou a dúvida se o problema no setor elétrico persistiu, ou não.

JOGO

O jogo? Foi se arrastando no segundo tempo, com a Venezuela até ameaçando e exigindo defesa difícil do goleiro Allison em cabeçada de Rondón.

E ao se arrastar, o narrador da TV Globo, Galvão Bueno, cansou de pedir nova chance ao zagueiro Thiago Silva no time brasileiro.

Curioso, mesmo, no meio da galera, foi imagem da televisão venezuelana flagrando vencedor ambulante expondo produto de venda em caixa plástica geralmente utilizada por hortifrutigranjeiros, por aqui.

Estranho. Muito estranho se fosse no Brasil. Na decadente Venezuela tudo é possível, menos capacidade de reação contra um time superior como o Brasil.


ARIOVALDO IZAC
Jornalista esportivo há 35 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.
Veja perfil completo
Veja todos