Zé Maria, mais um caso de jogador a se ‘canchar’ na Ponte Preta

Zé Maria, mais um caso de jogador a se ‘canchar’ na Ponte Preta

Zé Maria, mais um caso de jogador a se ‘canchar’ na Ponte Preta

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Historicamente a Ponte Preta contrata por empréstimo jogadores de clubes da capital paulista ora para cobrir temporariamente lacuna em seu elenco, ora em caráter definitivo como compensação de algum tipo de negócio.

Na década de 60 chegaram por empréstimo do São Paulo o ponteiro-direito Walter Saci e o então volante – hoje treinador aposentado – José Luiz Carbone, adaptado à lateral-direita.

Nos anos 70 a Ponte foi buscar no Corinthians o ponteiro-esquerdo Tuta, que chegou desacreditado e com fama apenas de ser irmão do lateral-direito Zé Maria, o super Zé.

No biênio 1976-77 passou pelo Estádio Moisés Lucarelli o centroavante Rui Rei, após ter sido revelado no Flamengo e ter passado pela Portuguesa.

Como de praxe, nos dois últimos anos jogadores corintianos como o atacante Lucca e volante Mayco – que se transferiu ao exterior – fizeram estágio na Ponte Preta, para que ficassem ‘canchados’.

E nesta circunstância chegou ao Estádio Moisés Lucarelli em 1994, o então lateral-direito Zé Maria, vinculado à época a Portuguesa, emprestado para melhorar o cruzamento, visto que já arrancava rapidamente com a bola ao ataque, o que gerou o apelido. O nome de registro é José Marcelo Ferreira, natural de Oeiras, interior do Piauí.

O progresso técnico foi enorme, visto que após o empréstimo ficou pouco tempo na Lusa, em decorrência do interesse do mercado europeu.

EUROPA

Após rápido estágio no Flamengo em 1996, transferiu-se ao Parma, da Itália, iniciando, então, a experiência da ponte aérea Europa-Brasil, intercalando passagens ainda pelo futebol inglês, espanhol e trajetória em Vasco, Palmeiras e Cruzeiro, até a definição do encerramento da carreira onde começou: na Lusa, em 2008.

Foi quando projetou se radicar em Campinas, tanto que montou a lanchonete ‘Mister Zio’, com especialidade de lanches rápidos, sem contudo ter progresso. Assim dois anos depois as portas foram fechadas e ele se mandou novamente à Itália.

Com projeto de ser treinador de futebol, foi realizar cursos específicos e montou uma escolinha no gênero em Perugia.

E tinha o que dizer à garotada. Afinal, consta no currículo de atleta medalha de bronze nas Olimpíadas de Atlanta em 1996, e 43 jogos na Seleção Brasileira entre 1995 e 2001.

Como treinador, aos 45 anos de idade, já dirigiu equipes das categorias de base e continuidade à empreitada entre profissionais.